A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS foi concluída sem um relatório final após sete meses de investigação. O parecer apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar foi rejeitado, com 19 votos contra e 12 a favor.
Decisão e Consequências
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, decidiu encerrar os trabalhos sem votar um relatório alternativo da base governista. Segundo Viana, as investigações continuarão e cópias do relatório rejeitado serão enviadas ao Ministério Público Federal e ao Supremo Tribunal Federal.
Reações e Próximos Passos
O deputado Paulo Pimenta anunciou que o documento da base governista será encaminhado à Polícia Federal. A CPMI, que começou em agosto de 2025, investigou descontos indevidos em benefícios do INSS e laços irregulares do Banco Master com empréstimos consignados.
Relatórios e Indiciamentos
O relatório de Alfredo Gaspar, com mais de 4 mil páginas, sugeria o indiciamento de 216 pessoas, incluindo figuras como Antônio Carlos Camilo Antunes e Fábio Luís Lula da Silva. Já o relatório alternativo da base governista propunha 201 indiciamentos, mencionando o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Contexto da Investigação
A CPMI enfrentou controvérsias, incluindo alegações de vazamento de dados pessoais de Daniel Vorcaro, cujos celulares foram apreendidos pela Polícia Federal. A decisão do STF de não prorrogar os trabalhos da comissão marcou o fim das investigações em 28 de outubro.







