O mercado financeiro ajustou suas expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a medida oficial da inflação no Brasil, de 4,1% para 4,17% em 2026. Esta revisão foi divulgada no boletim Focus desta segunda-feira (23), uma pesquisa semanal do Banco Central (BC) que reúne as previsões de diversas instituições financeiras para indicadores econômicos principais.
Impacto das Tensões no Oriente Médio
As tensões decorrentes da guerra no Oriente Médio têm influenciado o aumento das previsões inflacionárias, sendo esta a segunda semana consecutiva de alta nas expectativas para 2026. Apesar disso, a previsão ainda permanece dentro da meta estabelecida pelo BC, que é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Taxa Selic e Decisões do Comitê de Política Monetária
O principal instrumento utilizado pelo Banco Central para alcançar a meta de inflação é a taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Recentemente, a Selic foi reduzida em 0,25 ponto percentual, em decisão unânime do colegiado.
Expectativas Futuras para a Selic
Segundo o boletim Focus, espera-se que a taxa básica de juros atinja 12,5% ao ano até o final de 2026. Para os anos de 2027 e 2028, as previsões são de redução para 10,5% e 10% ao ano, respectivamente, com uma projeção de 9,5% para 2029.
Projeções para o PIB e o Câmbio
A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 foi ajustada de 1,83% para 1,84%. Para 2027, a previsão se mantém em 1,8%, enquanto que para 2028 e 2029, o mercado financeiro projeta um crescimento de 2% em cada ano. A cotação do dólar está prevista para R$ 5,40 ao final deste ano e R$ 5,45 ao final de 2027.







