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UEL realiza diplomação póstuma de Júlia Beatriz Garbossi nesta sexta-feira, dia 05, em Londrina

Com presença da família e organizações de luta contra o feminicídio, como o Neias, evento homenageia a memória da estudante morta em atentado feminicida em Londrina

O Conselho Universitário (CU) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) realiza, nesta sexta-feira (5 de dezembro), às 8h30, na Sala dos Conselhos (próximo à Reitoria), a diplomação póstuma de Júlia Beatriz Garbossi, estudante de Ciências Sociais que teve sua vida interrompida aos 23 anos, em setembro de 2023, em um atentado feminicida cometido pelo stalker de sua colega de casa. O jovem Daniel Takashi Suzuki Sugahara também teve a vida ceifada pelo feminicida.

A iniciativa atende a pedido apresentado pelo Néias – Observatório de Feminicídios de Londrina e pelo Lesfem (Laboratório de Estudos de Feminicídios), que ressaltam a importância de reconhecer a memória da jovem e sua dedicação acadêmica. Para as organizações, o ato reforça o compromisso institucional de manter vivas as histórias das mulheres e de valorizar suas contribuições para além das circunstâncias de sua morte.

A mãe de Júlia, Angelita Garbossi, destaca que a diplomação representa um gesto importante de reconhecimento. “Quando recebemos a notícia da diplomação póstuma da Júlia, não conseguimos conter as lágrimas. Foi um misto de emoções, envolvendo saudade e orgulho. Honrar a memória da nossa filha, que foi e continua sendo imensamente amada, trouxe um conforto profundo aos nossos corações. Agradecemos à Profa. Martha Ramirez (presidenta de Néias), à Profa. Silvana Mariano (coordenadora do Lesfem), ao Conselho Universitário da UEL e a todos os envolvidos por essa homenagem tão significativa. Temos certeza de que será uma cerimônia repleta de emoções, mas, acima de tudo, reafirmamos que a memória da Júlia Garbossi jamais será apagada”.

Para Néias, a diplomação é um ato de acolhimento à família da estudante. “Buscamos lembrar que a ausência de Júlia é profundamente sentida nesta instituição, mas também que alguns de seus sonhos e lutas, que emergiram durante o curso, não sejam esquecidos. Honrar sua memória está alinhado ao nosso propósito de manter vivas as histórias das mulheres para além das tragédias”.

É a primeira vez na história da Universidade Estadual de Londrina que acontece uma diplomação póstuma, a informação foi confirmada pelo steror de Comunicação da Universidade.

Eu, como mulher e jornalista espero que, o Neias e a UEL, não necessitem mais organizar diplomações póstumas a nenhuma aluna, muito menos , por casos de feminicídios.

Acompanhe nossa coluna Bela Manchete também no instagram @emilymullerjorn .

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Emily Müller
Emily Müller
Jornalista apaixonada pelas "boas notícias" e criadora da Coluna Bela Manchete! Esposa e mãe dedicada, se dedica a pesquisa e veiculação de informações positivas que passam por diferentes editoriais, como moda, comportamento,life style,saúde e bem-estar.

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