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Confira indicações de educadora parental sobre a adaptação das crianças na volta às aulas

Volta às aulas exige adaptação emocional das crianças e dos responsáveis

A pouco mais de duas semanas da volta às aulas – na maioria das instituições educacionais, mães, pais e crianças se preparam para o retorno à rotina. Esse período marca uma transição, já que mudanças acontecerão na vida escolar dos pequenos.

Novos ambientes, rotinas diferentes e a separação temporária dos cuidadores fazem parte do processo de adaptação escolar, um movimento natural e necessário no desenvolvimento emocional e social, porém nem sempre essas mudanças são encaradas de forma tranquila por parte das crianças.

A educadora parental Carol Binhame, no entanto, indica que a adaptação vai acontecer, mas é preciso que os pais estejam atentos a como será o processo para o seu filho(a).

“Somos seres humanos naturalmente adaptáveis. A adaptação escolar vai acontecer. A grande questão é como ela acontece. Nós não queremos que essa adaptação custe a autoestima da criança, nem a confiança nos seus cuidadores, tampouco provoque níveis elevados de estresse que façam com que ela se sinta abandonada ou insegura”, explica Carol. Segundo ela, quando o processo é conduzido com respeito, vínculo e principalmente previsibilidade, a adaptação tende a ser mais leve e saudável para todos os envolvidos.

Cada criança vive esse momento de forma única, respeitando seu tempo, sua história e seu nível de segurança emocional. Nesse contexto, a família exerce um papel central de esclarecer para a crianças a importância do estudo, do contato com outras pessoas e como essa fase é importante  “Preparar a criança com antecedência, conversando sobre a escola, a professora, os colegas e a rotina, ajuda a criar previsibilidade e confiança. Demonstrar segurança, mesmo quando existem inseguranças internas, transmite à criança a mensagem de que aquele ambiente é seguro e confiável”, afirma a educadora parental.

Adultos

Carol chama atenção para um ponto muitas vezes negligenciado: a adaptação não é desafiadora apenas para a criança, mas, também, para a família. “Se a família está insegura, ansiosa ou desconfiada da escola e dos cuidadores, a criança sente. A criança se regula emocionalmente a partir dos adultos que cuidam dela. Por isso, é fundamental que os responsáveis também cuidem das próprias emoções, fortaleçam a confiança na instituição e construam uma relação de parceria com a escola.”

Em casa, pequenas ações fazem grande diferença. Além de ajustar gradualmente os horários de sono e alimentação antes do início das aulas e manter uma rotina previsível, é essencial reservar momentos de escuta e acolhimento emocional. “Essas atitudes fortalecem o vínculo e ajudam a criança a se sentir segura. Brincar de escolinha, ler livros sobre o tema e permitir que a criança expresse sentimentos são estratégias simples, mas muito potentes”, orienta.

Choro

O choro, frequentemente temido pelos adultos, é uma forma legítima de comunicação. Ele pode expressar saudade, insegurança ou dificuldade diante do novo. “Em muitos casos, o choro é esperado nos primeiros dias e tende a diminuir conforme a criança cria vínculos e se sente pertencente ao ambiente escolar. O mais importante é que a criança perceba a segurança do adulto e do ambiente, pois isso ajuda a reduzir esse sofrimento”, explica Carol.

A educadora ressalta, ainda, a importância de observar a intensidade e a duração desse choro. “Quando ele é pontual, acontece no momento da separação e a criança se acalma ao longo do dia, geralmente faz parte do processo de adaptação. Mas se o sofrimento é intenso, persistente e interfere no bem-estar da criança, é fundamental que família e escola conversem e pensem juntas em estratégias de cuidado”, afirma. Ela também destaca a necessidade de aliviar a culpa que muitos pais sentem nesse período, oferecendo informação, acolhimento e orientação.

“A adaptação escolar não é uma corrida, é um caminho. Um caminho que se constrói com paciência, empatia e parceria entre família e escola”, conclui Carol Binhame. Segundo ela, quando a criança se sente acolhida, respeitada e segura, a adaptação deixa de ser um momento de ruptura e passa a ser uma experiência de crescimento, aprendizagem e fortalecimento emocional.

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Emily Müller
Emily Müller
Jornalista apaixonada pelas "boas notícias" e criadora da Coluna Bela Manchete! Esposa e mãe dedicada, se dedica a pesquisa e veiculação de informações positivas que passam por diferentes editoriais, como moda, comportamento,life style,saúde e bem-estar.

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