A Universidade Estadual de Londrina (UEL) inicia uma pesquisa sobre a ligação entre o inseticida clorpirifós e a infertilidade, destacando o Brasil como um dos maiores consumidores de agrotóxicos. Com a infertilidade afetando uma em cada seis pessoas globalmente, o projeto liderado pela professora Glaura Scantamburlo Alves Fernandes busca entender os riscos associados a esse produto químico.
Foco na Puberdade
O estudo foca no período da puberdade, uma fase crítica para o desenvolvimento reprodutivo. Durante essa etapa, alterações podem levar à infertilidade na vida adulta. No Brasil, os tratamentos de infertilidade são custosos para o Sistema Único de Saúde (SUS) e a contaminação ambiental impacta também a reprodução de animais selvagens.
Danos ao Sistema Reprodutivo
A pesquisa investiga a hipótese de que o clorpirifós causa danos ao sistema reprodutivo. Usado em várias culturas agrícolas no Brasil, esse inseticida foi banido em outros países devido a preocupações com sua toxicidade. O contato ocorre por contaminação ambiental e alimentar, sendo esta última a principal via entre humanos e animais.
Metodologia do Projeto
O projeto usa ratos Wistar na fase peripuberal para simular exposições realistas ao inseticida. Os experimentos examinam efeitos em dosagens baixas, mais próximas das encontradas no ambiente, para obter uma análise precisa sobre o impacto no desenvolvimento reprodutivo.
Resultados Esperados
Os testes visam analisar mudanças nos parâmetros reprodutivos, como fertilidade e saúde dos órgãos reprodutivos, em ambos os sexos. As descobertas podem informar políticas de saúde pública e práticas agrícolas mais seguras.
Fonte: https://operobal.uel.br






