A pandemia da covid-19 marcou o início de uma onda de empreendedorismo nas favelas brasileiras, com 56% dos novos negócios surgindo desde fevereiro de 2020. Esse fenômeno foi destacado em uma pesquisa realizada pelo Data Favela, em parceria com a Central Única das Favelas (Cufa) e a VR, que revelou como a crise sanitária influenciou a economia local.
Exemplo de Resiliência
Ligia Emanuel da Silva, designer na Paraíba, exemplifica essa tendência ao fundar o Entorno Acessórios durante a pandemia. Inspirada pela cultura africana, ela começou a produzir adornos a partir de uma maleta de miçangas herdada da mãe. Este empreendimento não só proporcionou uma fonte de renda, mas também se tornou um ato cultural e político.
Perfil dos Empreendedores
A pesquisa do Data Favela entrevistou mil empreendedores de comunidades em todo o Brasil, revelando que 51% deles têm um faturamento de até R$ 3.040 por mês. As áreas mais comuns de atuação são alimentação (45%), moda (12%) e beleza (13%).
Investimento Inicial
A maioria dos negócios foi iniciada com capital próprio ou familiar, com 37% dos empreendedores investindo até R$ 1.520. As principais fontes de financiamento incluíram economias pessoais e indenizações trabalhistas.
Desafios de Gestão
Muitos empreendedores enfrentam desafios na administração de seus negócios, com 59% utilizando métodos simples como anotações em cadernos. A divulgação é majoritariamente feita por redes sociais, como Instagram (75%) e WhatsApp (58%).






