O desmatamento na Amazônia Legal continua a ser uma preocupação significativa, especialmente em torno de áreas protegidas. Um relatório do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) destaca a pressão crescente sobre as unidades de conservação estaduais e terras indígenas no estado do Amazonas.
Pressão e Ameaça nas Áreas Protegidas
Os dados do relatório indicam que, apesar das áreas federais enfrentarem alta pressão externa, as áreas protegidas estaduais frequentemente mostram uma devastação mais intensa tanto internamente quanto em seus arredores. Entre outubro e dezembro de 2025, imagens de satélite identificaram 904 áreas de desmatamento na Amazônia Legal.
Classificação do Desmatamento
Das áreas analisadas, 577 foram classificadas como ameaças, situadas fora dos limites das áreas protegidas, enquanto 327 foram identificadas como pressão interna, ou seja, dentro dos limites. As unidades de conservação estadual registraram 50% de ameaça e 50% de pressão, enquanto nas áreas indígenas, a ameaça foi de 68% e a pressão de 32%.
Áreas Mais Afetadas
No último trimestre de 2025, a Reserva Extrativista Chico Mendes no Acre foi a unidade de conservação federal mais afetada. Outras áreas como a Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu e a Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns no Pará também figuram entre as mais pressionadas.
Alerta e Desafios
A Floresta Nacional de Saracá-Taquera foi a área mais ameaçada, com desmatamento significativo a até 10 quilômetros de seus limites. A pesquisadora Bianca Santos, do Imazon, ressalta que o estudo serve como um alerta para a necessidade de ações eficazes na proteção dessas áreas, já que a recorrência de desmatamento é evidente.






