Últimas Ver últimas

Justiça mantém prisão preventiva de empresário acusado de agredir esposa em SP

Justiça mantém prisão preventiva de empresário acusado de agredir esposa em São Paulo. Medidas protetivas garantem segurança da vítima.

Editorias
BrasilDestaques
Compartilhe

A Justiça de São Paulo decidiu manter a prisão preventiva do empresário Ivo Vel Kos, de 48 anos, acusado de agredir a esposa na zona oeste da capital. O caso ocorreu na noite do dia 14, após uma discussão durante o retorno de um jantar no bairro Pinheiros.

Segundo informações do Ministério Público de São Paulo (MPSP), o empresário teria desferido socos no rosto e no corpo da esposa, a cirurgiã-dentista Giulia Falcão, ainda dentro do carro. Ao chegarem em casa, as agressões teriam continuado, incluindo golpes com um taco de beisebol na mão da vítima e ameaças com um dispositivo de choque elétrico.

A vítima relatou que, ao tentar pedir socorro pelo celular, teve o aparelho tomado pelo acusado. Ela também foi ameaçada de morte caso deixasse o imóvel. Giulia conseguiu fugir e pedir ajuda aos vizinhos, que acionaram a Polícia Militar.

O laudo do exame de corpo de delito confirmou lesões leves, como edemas e hematomas no rosto, olhos, nariz e na mão direita da vítima. O MPSP destacou que, além do depoimento da vítima, a denúncia se baseou nos laudos periciais, no relato dos policiais e na admissão do próprio acusado sobre a agressão.

De acordo com a promotoria, a cirurgiã-dentista afirmou que já havia histórico de agressões, ameaças, controle e episódios de violência física, como enforcamento e sufocamento.

Diante do risco à integridade da vítima, a Justiça concedeu medidas protetivas de urgência, proibindo o empresário de se aproximar ou manter contato com Giulia por qualquer meio e determinando distância mínima de 300 metros da vítima, de sua residência, local de trabalho e familiares.

A decisão judicial também garantiu o retorno da vítima à residência, após familiares do acusado trocarem as fechaduras do imóvel, impedindo o acesso da dentista. O carro e os pertences de Giulia permaneciam na casa.

O pedido da defesa para converter a prisão preventiva em domiciliar foi negado, pois a documentação apresentada não comprovou condição de saúde que justificasse a substituição da prisão, conforme informou o MPSP.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

plugins premium WordPress