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Jadson é solto após prisão em caso de violência doméstica

O ex-jogador Jadson Rodrigues da Silva, de 42 anos, conhecido pelas passagens por Corinthians, Athletico Paranaense e Seleção Brasileira, foi preso em flagrante no sábado (8), em Cambé, no Norte do Paraná, após uma ocorrência de violência doméstica envolvendo sua companheira. Ele deixou a prisão no domingo (9), depois de receber liberdade provisória da Justiça.

Segundo o boletim de ocorrência, a mulher relatou à Polícia Militar que, durante uma discussão, Jadson teria segurado seu pescoço com as duas mãos e tentado enforcá-la. Os policiais que atenderam a ocorrência registraram a existência de marcas na região do pescoço.

Jadson confirmou aos policiais que houve uma discussão entre o casal, mas negou ter cometido agressão física. Ele foi levado à Central de Flagrantes e posteriormente encaminhado à cadeia pública de Cambé.

Mulher afirmou que não teria sido a primeira agressão

Conforme o registro policial, a companheira contou que ela e Jadson já haviam discutido na noite anterior. No sábado, ao retornar para casa, ela teria ido tomar banho enquanto o ex-jogador confraternizava com amigos.

Ainda segundo o relato registrado no boletim, Jadson teria ido até o banheiro e uma nova discussão começou. A mulher afirma que, durante o desentendimento, ele teria colocado as duas mãos em seu pescoço e tentado enforcá-la.

A vítima também declarou aos policiais que não seria a primeira vez que teria sido agredida por ele. A versão consta no boletim e representa o relato apresentado pela mulher às autoridades; Jadson negou a agressão.

Após os procedimentos na delegacia, o ex-jogador foi indiciado por lesão praticada contra mulher e injúria praticada contra mulher, segundo informações divulgadas sobre o caso.

Justiça concedeu liberdade sem pagamento de fiança

Na manhã de domingo (9), a juíza Karin Feuerharmel Giuseppin concedeu liberdade provisória a Jadson sem exigir pagamento de fiança.

A magistrada reconheceu a legalidade da prisão em flagrante, mas entendeu que, naquele momento, não estavam presentes elementos suficientes para justificar a manutenção da prisão preventiva. O Ministério Público do Paraná também havia se manifestado favoravelmente à liberdade provisória.

Jadson terá, porém, de cumprir medidas cautelares. Entre elas estão o comparecimento periódico à Justiça, restrições para deixar a comarca por período prolongado, proibição de frequentar bares e estabelecimentos semelhantes durante o processo e obrigação de informar eventual mudança de endereço.

A concessão de liberdade provisória sem fiança está prevista na legislação processual brasileira e não significa absolvição ou encerramento do caso. O Código de Processo Penal permite ao Judiciário conceder liberdade provisória com ou sem fiança, conforme as circunstâncias analisadas.

Portal Cambé teve acesso a outros registros policiais

Além da ocorrência de agosto de 2026, documentos consultados pelo Portal Cambé apontam outros dois boletins envolvendo Jadson e mulheres com quem ele mantinha relacionamento.

Um registro de 2022, feito em Cambé, tem como natureza ameaça. Na ocasião, uma mulher relatou estar sendo ameaçada e difamada pelo então marido e solicitou medidas protetivas.

Outro boletim, registrado em 2025, em Curitiba, apresenta entre as naturezas lesão corporal em contexto de violência doméstica e retirada de pertences. Na descrição do documento, a mulher informou ter discutido com Jadson e pediu acompanhamento policial para retirar objetos pessoais do apartamento e seguir para a casa de parentes.

Somado ao boletim de 2026, são três registros policiais envolvendo conflitos conjugais, com naturezas relacionadas a ameaça ou violência doméstica.

É importante destacar que boletim de ocorrência não representa condenação criminal. O registro formaliza uma comunicação às autoridades e pode dar origem a investigação ou outras providências.

Na própria decisão que concedeu liberdade provisória no caso atual, a Justiça registrou que Jadson não possui antecedentes criminais.

Prisão ocorreu um dia após os 20 anos da Lei Maria da Penha

O caso aconteceu em uma data simbólica para o enfrentamento à violência contra a mulher no Brasil.

A Lei Maria da Penha foi sancionada em 7 de agosto de 2006 e completou 20 anos na sexta-feira, 7 de agosto de 2026. Jadson foi preso no dia seguinte, sábado (8).

A legislação criou mecanismos específicos para prevenir e combater a violência doméstica e familiar contra mulheres, além de estabelecer instrumentos como as medidas protetivas de urgência.

Presunção de inocência permanece

Embora tenha sido preso em flagrante e posteriormente indiciado, Jadson não pode ser tratado como culpado antes de uma eventual condenação definitiva.

A Constituição Federal estabelece que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. A liberdade provisória permite que o investigado ou acusado acompanhe o andamento do caso em liberdade, sujeito às determinações impostas pela Justiça.

O processo deverá esclarecer as circunstâncias da ocorrência, analisar os elementos apresentados pelas partes e definir eventual responsabilidade criminal.

Defesa de Jadson

O Portal Cambé tentou contato com a defesa de Jadson Rodrigues da Silva, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

O espaço permanece aberto para manifestação da defesa, e esta reportagem poderá ser atualizada caso haja posicionamento.

O Portal Cambé continuará acompanhando os desdobramentos do caso. Compartilhe a reportagem e acompanhe nossas redes sociais para receber as principais notícias de Cambé e do Norte do Paraná.

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