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PRF apreende 1.954 kg de maconha na BR-369 em Cambé

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 1.954 quilos de maconha na tarde desta sexta-feira, 4 de setembro, durante uma abordagem a um caminhão-baú na BR-369, em Cambé, no Norte do Paraná. A droga estava escondida entre uma carga paletizada de estruturas metálicas.

O motorista foi preso em flagrante e encaminhado, juntamente com o caminhão e o entorpecente, para a Polícia Judiciária em Cambé. O caso foi registrado como tráfico de drogas.

Caminhão chamou atenção durante patrulhamento

De acordo com o policial rodoviário federal Barione, que conversou com a imprensa após a ocorrência, a equipe realizava patrulhamento pela BR-369 quando percebeu que o caminhão apresentava uma inclinação incomum.

A situação levantou inicialmente uma preocupação relacionada à segurança da carga. Segundo o policial, o veículo aparentava estar com a carga mal acomodada, o que levou a equipe a realizar a abordagem.

Durante o contato com os agentes, o próprio motorista teria informado que transportava maconha. Naquele momento, porém, ele não revelou a quantidade da droga.

Maconha estava escondida entre estruturas metálicas

Na fiscalização do compartimento de carga, os policiais encontraram vários fardos de maconha escondidos entre estruturas metálicas transportadas de forma paletizada.

A retirada exigiu um trabalho demorado das equipes. Quando aproximadamente metade da carga havia sido vistoriada, os policiais já tinham contabilizado cerca de 870 quilos de maconha.

Ao fim da descarga e pesagem, a apreensão chegou a 1.954 quilos, quase duas toneladas.

Os fardos encontrados no caminhão pesavam, segundo a PRF, aproximadamente 20 a 30 quilos cada.

Carga metálica seria lícita e empresa também pode ser vítima

Um dos cuidados durante a operação foi preservar as estruturas metálicas que estavam sendo transportadas. Conforme explicou a PRF, a carga comercial era lícita e deverá ser restituída ao responsável.

A princípio, não há indicação de participação da empresa responsável pela carga no transporte da droga. Segundo o policial ouvido pela imprensa, a empresa é considerada idônea e também pode ter sido vítima da utilização da carga para esconder o entorpecente.

Por isso, os policiais precisaram retirar os fardos de maconha sem provocar danos aos materiais, que posteriormente terão de ser recolocados no caminhão para a destinação adequada.

Motorista teria carregado droga na região de Foz do Iguaçu

Ainda segundo informações repassadas à PRF durante a abordagem, o motorista afirmou ter saído de Erechim, no Rio Grande do Sul, seguindo posteriormente para o Paraná.

Ele teria carregado a maconha na região de Foz do Iguaçu, no Oeste do estado, e seguiria com o entorpecente até Minas Gerais.

O motorista não teria informado aos policiais quanto receberia pelo transporte.

A PRF informou ainda que o caminhão havia sido transferido para o nome do próprio condutor recentemente. As circunstâncias envolvendo a propriedade do veículo e o transporte da droga deverão fazer parte da investigação.

Caminhão pode ser perdido após processo judicial

Como o caminhão está registrado em nome do motorista preso, o veículo poderá ser submetido aos procedimentos previstos na legislação para bens utilizados no tráfico de drogas.

Uma eventual perda definitiva do caminhão e sua destinação para leilão dependem dos procedimentos legais e de decisão judicial.

O motorista permaneceu à disposição da Justiça.

Ocorrência foi encaminhada em Cambé

Após a conclusão da pesagem, os 1.954 quilos de maconha, o caminhão e o preso foram encaminhados à Polícia Judiciária em Cambé para o registro da ocorrência e continuidade das investigações.

A apreensão chama a atenção não apenas pelo volume da droga, mas também pela forma utilizada para escondê-la em meio a uma carga comercial aparentemente regular.

A BR-369 é uma das principais ligações rodoviárias de Cambé com Londrina e outras regiões do Paraná e recebe diariamente um intenso fluxo de veículos de passeio e transporte de cargas.

As investigações deverão buscar esclarecer a origem exata do entorpecente, quem contratou o transporte e quem receberia a carga em Minas Gerais.

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