A 11ª Marcha das Mulheres Negras de São Paulo foi realizada neste sábado (25) na Praça Roosevelt, no centro da capital, reunindo centenas de pessoas de várias regiões e cidades vizinhas. O evento foi marcado por uma homenagem a Luana Barbosa, mulher negra e lésbica, morta há dez anos após abordagem violenta de policiais militares. Até hoje, ninguém foi responsabilizado pelo crime.
Lideranças políticas, feministas, religiosas, artistas e representantes de movimentos negros participaram da manifestação, que reforçou a necessidade de reparação histórica e direitos para a população negra. O lema deste ano foi “Há 10 anos por Luana Barbosa e por todas nós! Por direitos, reparação e Bem Viver! Mulheres negras nas ruas e nas urnas!”
Juliana Gonçalves, cofundadora da marcha, destacou que casos como o de Luana continuam ocorrendo, citando outras vítimas recentes. Ela ressaltou a importância da mobilização para cobrar justiça e reconhecimento do papel das mulheres negras na sociedade.
A abertura contou com apresentação do coletivo Bando das Macuas, que trouxe uma performance inspirada na ancestralidade africana. O palco também recebeu DJs tocando músicas de protesto e lideranças de diferentes religiões, incluindo representantes de religiões de matriz africana e da Rede de Mulheres Negras Evangélicas.
O evento em São Paulo integrou uma mobilização nacional, com marchas e caminhadas também em cidades como Salvador e Recife, reforçando a luta contra o racismo, a violência e pela valorização das mulheres negras no Brasil.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br








