O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,58% em maio, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (12). O resultado mostra desaceleração em relação aos meses anteriores, mas ainda assim levou o acumulado dos últimos 12 meses para 4,72%, ultrapassando o teto da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que varia de 1,5% a 4,5%.
O principal fator de pressão em maio foi o aumento nos preços dos alimentos, que subiram 1,33% e responderam por metade da inflação do mês. Produtos como batata-inglesa, tomate, carnes e cebola tiveram elevação significativa, influenciados por menor oferta, custos de frete e aumento nos preços de fertilizantes devido a conflitos internacionais.
O grupo habitação também contribuiu para a alta do IPCA, com avanço de 1,22%, impulsionado pelo reajuste na conta de energia elétrica residencial, que subiu 3,67% após a adoção da bandeira tarifária amarela e reajustes em várias regiões do país.
Por outro lado, o grupo transportes apresentou queda de 0,46%, graças à redução nos preços dos combustíveis, especialmente etanol, óleo diesel e gasolina, que ajudaram a conter parte do avanço da inflação.
Segundo o IBGE, 65% dos 377 produtos e serviços pesquisados tiveram aumento de preços em maio. O grupo de serviços teve inflação de 0,40% no mês, enquanto os preços monitorados subiram 0,43%.
O IPCA reflete o custo de vida de famílias com renda entre um e 40 salários mínimos, com coleta de preços em diversas regiões metropolitanas e capitais do país.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br









