O Festival Bonito CineSur chega à sua quarta edição em Bonito, Mato Grosso do Sul, reforçando seu papel como ponto de encontro para o cinema e o audiovisual da América do Sul. O evento, que acontece de 24 de julho a 1º de agosto no Centro de Convenções de Bonito, reúne 32 produções de 13 países sul-americanos, entre longas e curtas-metragens.
Sem uma seleção temática pré-definida, a curadoria priorizou filmes com qualidade estética e narrativa, relevância de tema e potencial de diálogo com diferentes públicos. Entre os destaques deste ano estão obras que abordam questões indígenas, especialmente nas mostras Ambiental, Sul-Mato-Grossense e em sessões especiais.
Entre os filmes de temática indígena, estão “Aldeia de Nalike”, documentário de 1936 que retrata o povo Kadiwéu, e “Vípuxovuko-Aldeia”, que apresenta a comunidade Terena sob uma ótica queer e ancestral. Segundo os curadores, a presença de narrativas indígenas reflete uma mudança de perspectiva, com indígenas assumindo o papel de realizadores e contando suas próprias histórias.
O festival também exibe produções internacionais, como o curta colombiano “Sukua” e o boliviano “Uma Uñjirinaka Cuidadorxs del Água”, que abordam temas ambientais e culturais de diferentes povos originários da América do Sul.
Uma das atrações é a participação do líder indígena Almir Suruí, que estará presente em sessão especial do filme “Minha Terra Estrangeira”, documentário que acompanha sua trajetória e a luta pela preservação da Amazônia.
O evento ainda presta homenagem ao cineasta Vincent Carelli, reconhecido pelo projeto “Vídeo nas Aldeias” e por sua contribuição ao cinema indígena, e à atriz chilena Paulina García, premiada internacionalmente e protagonista do filme de abertura “Querido Trópico”.
Além das exibições, o Bonito CineSur oferece palestras, debates, atividades formativas e encontros com realizadores, todas gratuitas e abertas ao público. Mais informações estão disponíveis no site oficial do festival.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br








