O governo brasileiro deu início, nesta quinta-feira (13), a um processo formal para avaliar medidas em resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A decisão segue a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada em 2025, e foi comunicada após a Secretaria-Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex) compartilhar o pedido com o Comitê-Executivo de Gestão.
Além disso, o Ministério das Relações Exteriores irá notificar oficialmente o governo americano e solicitar a abertura de consultas diplomáticas. O objetivo é buscar soluções negociadas para minimizar ou anular os efeitos das tarifas e eventuais contramedidas, priorizando o diálogo nas relações internacionais.
No momento, o Brasil não determinou a aplicação imediata de retaliações, como tarifas adicionais ou restrições a produtos norte-americanos. O governo está em fase de análise para verificar se as ações dos EUA justificam respostas previstas na legislação nacional.
As tarifas foram aplicadas pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) em julho, com sobretaxas de 25% sobre itens como ferro, aço, vestuário, calçados, açúcar, etanol, produtos farmacêuticos, maquinário agrícola e máquinas elétricas. Uma taxa extra de 12,5% também foi imposta a outros produtos, sob alegação de falta de mecanismos eficazes no Brasil para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), as novas tarifas afetam cerca de US$ 6,6 bilhões em exportações brasileiras aos Estados Unidos. O governo brasileiro já havia solicitado consultas à Organização Mundial do Comércio (OMC), alegando que as tarifas americanas são incompatíveis com as regras internacionais.
O Brasil destaca que os EUA mantêm superávit comercial na relação bilateral e reforça o compromisso com a defesa do multilateralismo, a reforma da OMC e a diversificação de parcerias comerciais. O governo também afirma que seguirá adotando medidas para proteger setores afetados, preservar empregos e fortalecer a economia nacional.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br





