A Prefeitura de Londrina, em parceria com a Universidade Estadual de Londrina (UEL), está desenvolvendo um projeto para controlar a superpopulação de pombas-amargosas (Zenaida auriculata) na região central da cidade. A iniciativa, que envolve a Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) e o Laboratório de Ecologia Aquática e Conservação de Espécies Nativas (LEACEN) da UEL, prevê ações de manejo e abate humanizado das aves, especialmente em áreas de cooperativas agrícolas onde há maior concentração devido à oferta de grãos.
O projeto será submetido à votação no Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consemma) e, se aprovado, terá duração prevista de 12 meses. Nos quatro primeiros meses, será realizado um censo para estimar a população de pombas, seguido de oito meses dedicados à captura e ao abate, sempre sob supervisão técnica e com autorização de órgãos ambientais como Ibama e IAT.
Para a captura, serão utilizadas 25 caixas de contenção instaladas em cooperativas e áreas de transbordo de grãos, locais estratégicos para o manejo. O abate será feito de maneira humanizada, seguindo protocolos que minimizam o sofrimento animal, e a destinação das carcaças será realizada conforme as normas ambientais.
Segundo o secretário municipal do Ambiente, Gilmar Domingues Pereira, o objetivo é reduzir riscos à saúde pública e ao meio ambiente, já que a presença excessiva de pombos pode causar doenças como histoplasmose e criptococose, além de prejuízos urbanos e ambientais. O biólogo Samuel Ávila Lorenço, integrante da equipe técnica do projeto, destaca que a escolha das cooperativas é estratégica para ampliar o alcance do controle populacional.
O projeto também prevê monitoramento contínuo, com relatórios técnicos mensais enviados à Prefeitura. A expectativa é que, com a aprovação do Consemma, a iniciativa avance para a fase operacional, trazendo soluções práticas para um problema que afeta Londrina há décadas.
Fonte: operobal.uel.br








