O Ibovespa encerrou a sexta-feira (3) em alta de 0,74%, atingindo 174.070,27 pontos, o maior patamar em um mês. O avanço foi impulsionado pela expectativa de redução na taxa Selic, após o IBGE divulgar queda de 0,2% na produção industrial de maio, sinalizando desaceleração econômica.
Com os mercados dos Estados Unidos fechados devido ao feriado da Independência, o volume financeiro ficou em R$ 12,6 bilhões, abaixo da média diária. Ainda assim, o índice acumulou ganho de 0,45% na semana e já soma alta de 8,03% em 2024.
No câmbio, o dólar comercial caiu 0,76%, cotado a R$ 5,168, acompanhando o movimento de moedas emergentes e a expectativa de corte nos juros pelo Banco Central. A moeda praticamente zerou a alta semanal, subindo apenas 0,03%.
A queda dos juros futuros beneficiou ações de empresas mais sensíveis ao crédito, com perspectiva de melhora nos resultados corporativos. O ambiente externo também contribuiu, com dados fracos do mercado de trabalho dos EUA, reduzindo apostas em uma política monetária mais rígida por lá.
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, admitiu a possibilidade de novas intervenções do Tesouro Nacional no mercado de títulos públicos, o que ajudou a reduzir os juros futuros e favoreceu o desempenho da bolsa.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br









