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Planos de governo abordam violência e autonomia feminina, mas participação política ainda é limitada

Estudo mostra que planos de governo priorizam violência e autonomia feminina, mas participação política de mulheres recebe pouca atenção.

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Uma análise realizada pelo Instituto Update avaliou as propostas direcionadas às mulheres presentes em 12 planos de governo de candidatos à Presidência da República. O estudo identificou que as propostas se concentram principalmente em temas como violência, saúde, cuidado e autonomia econômica, enquanto pautas sobre participação política e presença feminina em espaços de poder receberam menor atenção.

De acordo com o levantamento, 75% dos planos apresentam propostas explícitas para combater a violência contra mulheres, incluindo medidas como ampliação de redes de proteção, casas-abrigo, monitoramento de agressores e integração entre segurança, justiça e assistência social. No entanto, apenas um candidato relacionou a segurança das mulheres à mobilidade urbana e ao transporte público.

O estudo também revelou que a autonomia econômica das mulheres é abordada em mais da metade dos planos, com propostas voltadas para trabalho, renda, crédito, empreendedorismo e igualdade salarial. A pesquisa Mulheres em Diálogo (2025) apontou que 94% das entrevistadas defendem salários iguais para homens e mulheres em funções equivalentes.

Em relação às políticas de cuidado, 58% dos planos destacam a importância de creches e serviços de apoio para facilitar a participação das mulheres no mercado de trabalho e reduzir desigualdades. O cuidado é visto tanto como infraestrutura pública quanto como suporte às responsabilidades familiares.

Apesar do reconhecimento de problemas que afetam diretamente as mulheres, a pesquisa aponta que há pouco avanço em propostas que incentivem a participação feminina em espaços de decisão política. Apenas um candidato apresentou medidas específicas para aumentar a presença de mulheres na política, incluindo combate à violência de gênero e formação de lideranças femininas.

O Instituto Update conclui que, embora haja convergência sobre a importância da autonomia e do cuidado, ainda existe disputa sobre os caminhos para alcançar esses objetivos e sobre o papel do Estado na promoção dessas políticas.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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