Professores de escolas particulares do Rio de Janeiro paralisaram as atividades nesta quarta-feira (2) para reivindicar melhorias nas condições de trabalho. A paralisação, que teve duração de 24 horas, foi decidida em assembleia do Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-Rio) após tentativas de negociação sem acordo.
Entre as principais demandas dos profissionais estão o reajuste salarial de pelo menos 5,5%, pagamento da hora-atividade realizada fora da sala de aula, gratificação por aprimoramento acadêmico e equiparação salarial entre os níveis de ensino infantil, fundamental e médio.
Durante a greve, mais de mil professores participaram de um ato no Largo do Machado, na zona sul da cidade. Segundo o Sinpro-Rio, o volume de trabalho fora da sala de aula aumentou após a pandemia, incluindo atividades virtuais, uso de plataformas digitais e adaptação de materiais, sem a devida remuneração.
O diretor jurídico do sindicato, Fábio Conde, destacou a defasagem salarial e o aumento das demandas: “O professor trabalha todos os dias, inclusive fora da sala de aula, sem remuneração adequada. A quantidade de afastamentos por questões de saúde mental também é preocupante”.
O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Rio de Janeiro (SinepeRio) foi procurado, mas optou por não se manifestar sobre o assunto até o momento.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br





