O Congresso Nacional terá, a partir do próximo ano, a maior representação feminina de sua história. Na Câmara dos Deputados, foram eleitas 109 mulheres, um aumento de 21% em relação à legislatura anterior, mesmo com a redução do número de candidatas. No Senado Federal, doze mulheres conquistaram vagas entre as 54 cadeiras em disputa, também estabelecendo um novo recorde desde a redemocratização.
Apesar do avanço, as mulheres ainda representam apenas 21% dos 513 deputados federais e 22,2% das 81 cadeiras do Senado. A federação formada por PT, PCdoB e PV foi responsável por eleger a maior quantidade de deputadas: 34 ao todo. O Distrito Federal se destacou ao eleger duas novas senadoras, tornando-se a única unidade da Federação com três mulheres no Senado. Por outro lado, o Piauí segue sem nunca ter eleito uma senadora.
Participação feminina cresce, mas desafios permanecem
Especialistas apontam que o aumento de mulheres eleitas não garante, necessariamente, avanços em pautas voltadas para os direitos femininos. A professora Flávia Biroli, da UnB, ressalta que há diversidade de opiniões entre as parlamentares, incluindo aquelas que defendem posições conservadoras ou contrárias à igualdade de gênero.
Presença de mulheres negras avança na Câmara
Outro destaque foi o crescimento de mulheres negras eleitas para a Câmara dos Deputados. Segundo levantamento da organização Mulheres Negras Decidem, pelo menos 15 mulheres negras assumirão mandatos em 2026, um aumento de 66,6% em relação a 2022. A maioria dessas deputadas é formada por jovens lideranças, o que representa uma renovação importante no cenário político.
Já no Senado, nenhuma mulher negra foi eleita nesta eleição. Atualmente, apenas quatro mulheres negras ocuparam uma cadeira no Senado em toda a história do país.
Contexto histórico e impacto local
O aumento da presença feminina no Congresso reflete uma tendência de maior participação das mulheres na política nacional, embora ainda distante da equidade de gênero. A representatividade é fundamental para que diferentes vozes sejam ouvidas e para o avanço de políticas públicas que atendam às necessidades da população feminina.
Com o início dos mandatos previsto para fevereiro, a expectativa é de que a nova composição do Congresso traga debates mais plurais e incentive a participação de mais mulheres na política. Acompanhe as atualizações sobre a atuação das parlamentares e participe das discussões em nossas redes sociais.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br






