As pesquisas eleitorais realizadas pela Quaest mostraram precisão ao antecipar os principais movimentos das eleições brasileiras, confirmando tendências que se refletiram nas urnas de 2026. O instituto, conhecido por sua abordagem científica e equipe dedicada, conseguiu captar fenômenos como o voto útil da direita na disputa presidencial e um número expressivo de vitórias já no primeiro turno em diversos estados.
Na corrida presidencial, a Quaest identificou, na véspera da eleição, o crescimento do voto útil em favor de Flávio Bolsonaro, enquanto os demais candidatos viram sua fatia de votos cair quase pela metade. O desempenho de Lula permaneceu estável, e o resultado das urnas confirmou as tendências apontadas pelas pesquisas.
Em nove estados, o instituto previu vitórias tranquilas já no primeiro turno, com destaque para a reeleição de Tarcísio em São Paulo e resultados semelhantes em Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Goiás, Sergipe, Paraíba, Maranhão, Roraima e Amapá. Em outros cinco estados, as pesquisas mostraram disputas mais acirradas, com definições apenas na reta final, como foi o caso de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Rondônia e Pará.
Já em estados como Ceará, Bahia, Pernambuco e Alagoas, a Quaest apontou embates extremamente equilibrados até a véspera, com viradas decisivas e empates técnicos. Em cinco estados, a previsão era de segundo turno, o que se confirmou em locais como Espírito Santo, Amazonas, Rio Grande do Norte, Tocantins e Acre.
No Distrito Federal, a candidata Celina quase venceu no primeiro turno, mas foi surpreendida pelo crescimento de Grass e pelo alto número de votos nulos. No Paraná, Sergio Moro saiu vitorioso já no primeiro turno, impulsionado pela onda conservadora nacional, embora a pesquisa indicasse a possibilidade de segundo turno.
O caso mais atípico ocorreu no Rio de Janeiro, onde a candidatura de Douglas Ruas ganhou força nos últimos dias, impulsionada por eleitores indecisos que migraram em massa ao perceberem sua ligação com Flávio Bolsonaro. A Quaest captou o início dessa tendência, mas não sua intensidade.
O balanço das pesquisas reforça a importância da ciência política e da estatística para entender o cenário eleitoral brasileiro, mostrando que o trabalho técnico e imparcial é fundamental para antecipar movimentos e orientar o debate público.
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Fonte: quaest.com.br






