O Festival Internacional de Londrina (FILO 2026) reforçou seu compromisso com a inclusão ao oferecer uma série de ações voltadas à acessibilidade durante sua programação, realizada de 12 a 28 de junho. Entre as iniciativas, destacam-se intérpretes de LIBRAS, legendas em tempo real, audiodescrição e visitas sensoriais para pessoas com deficiência.
Uma das experiências marcantes foi a visita tátil realizada no Espaço Villa Rica, onde o deficiente visual Marcos Santos, de 67 anos, pôde explorar os bonecos do espetáculo “Orixás”, apresentado pelo grupo Giramundo, de Belo Horizonte. Acompanhado por uma monitora de acessibilidade, Santos teve a oportunidade de tocar, sentir e conhecer os detalhes dos bonecos e do cenário, enriquecendo sua compreensão sobre a peça e a mitologia africana representada.
Outro destaque do festival foi o espetáculo “Circo de Los Pies”, da La Luna Cia. de Teatro, de Santa Catarina, que integrou acessibilidade desde a dramaturgia até a experiência do público. A peça, protagonizada pela atriz Emeli Barossi, que possui deficiência nas pernas, contou com visita tátil, audiodescrição e interpretação em LIBRAS, além de orientações especiais para pessoas com mobilidade reduzida e neurodivergentes.
O intérprete de LIBRAS Lucas Grigio, que participou do espetáculo, ressaltou a crescente presença da comunidade surda nos eventos culturais de Londrina e destacou a importância de iniciativas que promovam a participação ativa desse público.
O FILO 2026 também apresentou o espetáculo “Voz Invisível”, com a atriz surda Catharine Moreira, de São Paulo. A montagem abordou a comunicação entre surdos e ouvintes, explorando temas como feminismo e valorização da cultura bilíngue, integrando LIBRAS e língua portuguesa no palco.
O festival mantém como premissa a inclusão e o respeito às diferenças, promovendo oficinas, apresentações e ações que valorizam a participação de pessoas com deficiência e a diversidade cultural.
Fonte: blog.londrina.pr.gov.br









