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Pais de jovens vítimas de ataque em Escola de Cambé pedem indenização ao Estado

Os pais de Karoline Verri Alves e Luan Augusto, jovens mortos durante um ataque ao Colégio Estadual Professora Helena Kolody, em Cambé, em 19 de junho de 2023, ingressaram com uma ação de reparação de danos contra o Governo do Paraná. A indenização solicitada é de R$ 1.969.587,19, valor calculado com base em uma pensão mensal de dois salários para cada jovem até os 77 anos, que representa a expectativa de vida média no Brasil.

No pedido judicial, os pais destacam que cabe ao Estado garantir a integridade física e moral dos alunos enquanto estão sob responsabilidade das escolas públicas. “A partir do momento em que o aluno é colocado sob cuidado da Escola Estadual, inicia-se a responsabilidade direta pelos acontecimentos de dentro da escola, segurança, saúde e demais condições do aluno”, argumenta o documento.

Dilson Antonio Alves, pai de Karoline, afirmou que a indenização, embora expressiva, não representa o valor da perda sofrida. “O valor é incalculável para nós. Queremos que o Estado pense melhor sobre a segurança nas escolas”, declarou. Ele também reforçou que a escola deveria ser um ambiente seguro e que o pedido de indenização busca, entre outras coisas, garantir que tragédias como essa não sejam esquecidas.

Caso as famílias recebam o valor solicitado, há planos para investir em projetos sociais voltados para crianças e adolescentes, com o objetivo de promover ações que contribuam para a segurança e bem-estar de jovens. Dilson ressaltou que a intenção não é o dinheiro em si, mas a busca por justiça e segurança para que outras famílias não enfrentem a mesma dor.

Relembre o Caso

O ataque ocorreu na manhã de 19 de junho de 2023, quando um ex-aluno de 21 anos invadiu o colégio armado, alegando buscar seu histórico escolar. O jovem atirou contra Karoline e Luan, que estavam jogando pingue-pongue durante uma aula vaga. Karoline morreu no local, enquanto Luan foi socorrido e faleceu horas depois no Hospital Universitário.

A investigação revelou que o atirador planejava o ataque desde 2020, inspirado por massacres anteriores. Ele foi contido por Joel de Oliveira, que trabalhava próximo ao colégio, até a chegada da Polícia Militar. No dia seguinte ao ataque, o autor foi encontrado morto em sua cela na Casa de Custódia de Londrina.

Outros três homens foram presos por suposta participação na incitação e apoio ao crime. Desde o ocorrido, Karoline e Luan têm sido homenageados em diversas ocasiões, incluindo a mudança de nome de uma escola em Ibiporã para Colégio Estadual Unidade Polo Karoline Verri Alves e Luan Augusto da Silva, em setembro de 2024.

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