Pesquisadores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) estão investigando o uso do ácido cafeico como alternativa no tratamento da toxoplasmose congênita, doença que afeta principalmente gestantes e pode causar sérios danos aos bebês.
O estudo, liderado pela professora Idessania Nazareth da Costa, do Departamento de Imunologia, Parasitologia e Patologia, foi reconhecido com uma bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) devido à sua relevância para a saúde pública.
Segundo a professora, a pesquisa nasceu da necessidade de buscar opções mais seguras para gestantes, já que os tratamentos atuais podem ser tóxicos para o feto e apresentam dificuldades de adesão. O ácido cafeico, composto natural, está sendo testado em laboratório como possível inibidor do parasita Toxoplasma gondii, responsável pela infecção.
Os experimentos são realizados em cultivos celulares, onde as células são infectadas e tratadas com o composto para avaliar sua eficácia. Os resultados iniciais são promissores e já serviram de base para dissertações de mestrado, como a da estudante Yasmin Munhoz dos Santos, integrante da equipe.
A pesquisa conta com a participação de estudantes de graduação e pós-graduação, além de colaboração de professores de diferentes áreas da UEL e de parcerias com instituições como a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), que contribui com doação de células e apoio em experimentos.
A busca por alternativas para o tratamento da toxoplasmose congênita é uma demanda antiga, especialmente em Londrina e região, onde a doença preocupa profissionais da saúde e famílias. O avanço desse estudo pode representar esperança para gestantes e bebês, reduzindo riscos e ampliando as opções terapêuticas.
O Portal Cambé segue acompanhando pesquisas que impactam a saúde da comunidade. Deixe seu comentário, compartilhe a notícia e acompanhe nossas redes sociais para mais atualizações.
Fonte: operobal.uel.br







