A Sabesp, responsável pelo saneamento em São Paulo, demitiu dois funcionários e suspendeu outros sete após a investigação sobre o vazamento de gás ocorrido no bairro da República, região central da capital, no dia 4 de junho.
A companhia comunicou nesta segunda-feira (15) a criação da Diretoria de Segurança Operacional, além da unificação das áreas de Engenharia e Operações. Também foi anunciada a divisão da área de Clientes e Tecnologia em duas diretorias separadas.
Entre as medidas de reforço, a Sabesp informou que irá triplicar o número de fiscais em campo, passando de 200 para 600 profissionais, e ampliar o uso de tecnologia para monitorar as obras. A empresa também destacou o fortalecimento dos protocolos de engenharia e fiscalização, com foco em segurança e redução de impactos nas cidades onde atua.
O plano de ação está estruturado em três pilares: aprimoramento de procedimentos de engenharia e segurança, intensificação do monitoramento das frentes de trabalho e expansão do programa de treinamento e certificação dos colaboradores.
O episódio ocorre em meio a discussões sobre a privatização da Sabesp, concluída em julho de 2024. Entidades como o Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp) e o Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema) alertam para riscos à segurança e à qualidade dos serviços devido à redução de equipes e à terceirização.
No mês anterior, uma explosão relacionada a outra obra da Sabesp no bairro do Jaguaré, zona oeste de São Paulo, resultou em duas mortes e dois feridos, além da interdição de 46 residências. Moradores relataram cheiro de gás antes do incidente, aumentando a preocupação com a segurança das operações.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br






