A Universidade Estadual de Londrina (UEL) passa a integrar a nova gestão do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres (CMDM) de Londrina, ampliando sua atuação no enfrentamento à violência de gênero. A professora Paula Marques, do Departamento de Psicologia Social e Institucional, assume uma das cadeiras do Conselho, tendo como suplente a docente Silvana Mariano, do Departamento de Ciências Sociais. Ambas foram eleitas durante a XII Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres, realizada no dia 23.
O CMDM terá como principal missão a elaboração do Plano Municipal de Políticas para as Mulheres para o período de 2027 a 2030. O processo de construção do plano começa em agosto, com previsão de conclusão até dezembro de 2026, garantindo a continuidade das ações após o término do plano vigente.
Segundo Paula Marques, a presença da UEL no Conselho reforça o compromisso da universidade pública com a comunidade local, promovendo debates sobre ensino, pesquisa e extensão voltados à defesa dos direitos das mulheres. Ela destaca que o contato direto com o Conselho e com os movimentos sociais permite que questões concretas do cotidiano feminino sejam incorporadas nos projetos e pesquisas acadêmicas.
Essa atuação está alinhada ao Plano de Desenvolvimento Institucional da UEL, que prioriza a integração entre ensino, pesquisa, extensão e prestação de serviços à sociedade. Entre os objetivos estratégicos estão o enfrentamento das violências de gênero, a promoção dos direitos humanos e a ampliação da articulação com o poder público e a sociedade civil.
Silvana Mariano ressalta que a participação da UEL no CMDM cria uma via de mão dupla, permitindo que a universidade absorva demandas locais e ofereça soluções práticas, como cursos de capacitação, apoio técnico e espaços para atividades. A universidade mobiliza diferentes setores para fortalecer a rede de proteção e prevenção à violência contra mulheres.
O processo de escuta promovido pela Conferência Municipal resultou em cerca de 400 propostas da comunidade, que servirão de base para o novo plano municipal. Entre os temas abordados estão o combate ao feminicídio, saúde integral, políticas de cuidado, autonomia econômica e educação para a igualdade de gênero.
Para as representantes da UEL, a pluralidade de mulheres no Conselho é vista como um avanço, trazendo diferentes experiências e perspectivas para a formulação de políticas públicas mais efetivas. O desafio da nova gestão será garantir recursos e equipes preparadas para implementar ações que cheguem às mulheres em situação de maior vulnerabilidade.
Fonte: operobal.uel.br








