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Polícia Militar seguiu protocolo ao entrar armada em escola de SP, diz governo

Governo de SP afirma que PM seguiu protocolos ao entrar armada em escola após reclamação sobre desenho de orixá. Entenda o caso e opiniões de especialistas.

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A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) concluiu que policiais militares agiram conforme os protocolos ao entrarem armados na Escola Municipal de Educação Infantil Antônio Bento, na capital paulista, em novembro do ano passado. A ação ocorreu após um pai, que também é soldado da PM, reclamar sobre um desenho feito por sua filha relacionado à orixá Iansã.

Segundo a SSP-SP, os policiais foram chamados para atender uma ocorrência de desentendimento no ambiente escolar. O armamento, incluindo um fuzil, foi mantido em posição segura, preso à correia, conforme normas da corporação. A secretaria destacou ainda que a Polícia Militar recebe treinamento específico para lidar com situações de intolerância religiosa e conflitos em escolas.

O caso teve início quando o pai da aluna de 4 anos alegou que a escola estaria promovendo aulas de religião africana. No dia anterior à ação policial, ele já havia demonstrado insatisfação e retirado do mural o desenho feito pela filha. A direção da escola negou qualquer doutrinação religiosa e afirmou que o trabalho segue o currículo antirracista, respaldado pela legislação nacional.

Beatriz Cortez, diretora-executiva do Cempec, ressaltou que a presença armada da PM para discutir questões pedagógicas não é adequada. Ela explicou que o conteúdo abordado faz parte das diretrizes legais, que incluem o ensino de cultura africana e indígena nas escolas, conforme as leis 10.639/2003 e 11.645/2008.

O advogado Paulo Peixoto avaliou que a atuação policial extrapolou o permitido, já que não havia situação de emergência ou crime. Ele reforçou que questões pedagógicas devem ser tratadas internamente, respeitando a autonomia escolar e a liberdade dos professores. Em casos semelhantes, a orientação é registrar a ocorrência, documentar possíveis abusos e encaminhar a denúncia aos órgãos competentes, como Corregedoria da PM, Secretaria da Educação e Ministério Público.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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