O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou neste domingo (11) que a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) suspenda anúncios pagos que afirmavam que Flávio Bolsonaro (PL) seria contrário ao fim da escala 6×1 de trabalho. A decisão foi tomada pelo ministro André Mendonça, após pedido da equipe de Flávio, devido à veiculação de vídeos no Facebook com críticas ao candidato do PL.
Segundo o ministro, os anúncios ultrapassaram o limite permitido pela legislação eleitoral ao promover propaganda negativa, associando Flávio à manutenção da escala 6×1 e qualificando sua posição como “desumana”. O conteúdo também sugeria que o candidato impediria mães de passarem mais tempo com seus filhos, o que foi considerado inadequado pelo TSE.
A Meta, empresa responsável pelo Facebook, foi notificada para remover os anúncios e informar os valores pagos, que somaram pelo menos R$ 25,8 mil. A campanha de Lula está proibida de contratar novas veiculações desse tipo.
Votação da PEC no Senado
A discussão sobre a escala 6×1 ganhou destaque porque o Senado deve votar nesta quarta-feira (14) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca acabar com essa jornada, tradicional em diversos setores. Flávio Bolsonaro declarou à imprensa que defende uma alternativa que permita aos trabalhadores negociar a carga horária diretamente com os empregadores.
Outras decisões do TSE neste domingo
No mesmo dia, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, também suspendeu um vídeo da campanha de Lula exibido na TV, que citava Flávio Bolsonaro em relação a outros temas polêmicos. Além disso, o canal “Exército do Lula” no WhatsApp, com cerca de 3,4 milhões de participantes, chegou a ser suspenso, mas foi liberado horas depois pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Vilas Bôas Cuêva.
Contexto local e histórico
A discussão sobre a escala 6×1 é especialmente relevante para trabalhadores de setores como comércio e indústria, comuns em cidades do Norte do Paraná. Mudanças nessa legislação podem impactar diretamente a rotina de milhares de famílias da região, que aguardam definições sobre jornadas e direitos trabalhistas.
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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br







