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STF mantém cassação do mandato de Chiquinho Brazão por ausência após prisão

STF confirma cassação do mandato de Chiquinho Brazão, condenado por participação no assassinato de Marielle Franco, por faltas após prisão.

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira (21) manter a cassação do mandato do ex-deputado federal Chiquinho Brazão (Sem partido-RJ). A decisão ocorre após a Câmara dos Deputados declarar a perda do mandato em abril do ano passado, devido às faltas do parlamentar, que está preso preventivamente.

Chiquinho Brazão é um dos condenados por envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em 2018. A defesa do ex-deputado alegou ao STF que a cassação ocorreu sem o devido respeito ao princípio da presunção de inocência, pois a perda do mandato foi automática após o registro de um terço de faltas às sessões.

O ministro Flávio Dino, no entanto, entendeu que a decisão da Câmara seguiu o que determina a Constituição Federal e o regimento interno da Casa. Segundo Dino, a condenação criminal e a manutenção da prisão preventiva de Chiquinho impossibilitam o exercício do mandato parlamentar.

Em fevereiro deste ano, a Primeira Turma do STF condenou Chiquinho Brazão, seu irmão Domingos Brazão, o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa, o major da Polícia Militar Ronald de Paula e o ex-policial militar Robson Calixto pela participação no assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. Os irmãos Brazão receberam pena de 76 anos de prisão cada. Rivaldo Barbosa foi condenado a 18 anos, Ronald de Paula a 56 anos, e Robson Calixto a 9 anos de prisão.

Todos os condenados estão presos e cumprem pena, com exceção de Chiquinho Brazão, que cumpre prisão domiciliar por questões de saúde.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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