Animais vivos foram encontrados em encomenda durante inspeção por raio-x no Centro de Distribuição
Três serpentes da espécie Corn Snake foram apreendidas pela Polícia Militar Ambiental na sexta-feira (19), em Cambé, após serem identificadas por funcionários dos Correios durante uma inspeção por raio-x no Centro de Distribuição. Os animais estavam em duas embalagens plásticas dentro de uma encomenda.
Segundo as informações repassadas à equipe ambiental, a postagem havia sido feita por um morador de Umuarama, no Noroeste do Paraná, e tinha como destino um residente de Belo Horizonte, em Minas Gerais.
Serpentes foram encaminhadas para atendimento especializado
Após a constatação de que a encomenda transportava animais vivos, a Polícia Militar Ambiental foi acionada e realizou a apreensão das serpentes.
Os animais foram encaminhados ao Centro de Apoio à Fauna Silvestre do Hospital Veterinário da Unifil, onde devem receber avaliação e cuidados adequados.
O Boletim de Ocorrência foi registrado e encaminhado à Polícia Federal, que ficará responsável pela investigação e pelas medidas legais cabíveis.
Espécie é proibida no Brasil
A Corn Snake é uma serpente originária da América do Norte. No Brasil, a criação, comercialização e importação da espécie são proibidas.
O Ibama não autoriza a introdução nem a criação desse animal como pet por se tratar de uma espécie exótica com alto potencial invasor.
Caso serpentes desse tipo escapem ou sejam soltas na natureza, elas podem competir por alimento e espaço com espécies nativas, além de provocar desequilíbrios no ecossistema local.
Caso acende alerta sobre envio irregular de animais
A apreensão em Cambé chama atenção para um problema recorrente no país: o transporte irregular de animais por encomendas. Além de colocar os bichos em situação de risco, esse tipo de prática pode envolver comércio ilegal e ameaçar a fauna brasileira.
Na região, ações da Polícia Militar Ambiental e de órgãos de fiscalização têm papel importante para coibir esse tipo de ocorrência, especialmente quando envolve espécies exóticas ou animais silvestres sem autorização.
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O caso segue sob investigação da Polícia Federal. Moradores que tiverem informações sobre transporte irregular, comércio ilegal ou abandono de animais silvestres e exóticos podem acionar os órgãos competentes.
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