O Instituto Baleia Jubarte celebra três décadas de atuação com um resultado surpreendente: a população de baleias-jubarte no litoral brasileiro saltou de cerca de 1,5 mil para mais de 35 mil indivíduos desde os anos 1990. O monitoramento, feito principalmente na região de Abrolhos, sul da Bahia, aponta que a espécie se recuperou após décadas de caça predatória, proibida no país em 1987.
Todos os anos, as jubartes migram da Antártica para a costa brasileira, onde acasalam e dão à luz seus filhotes. O trabalho do Instituto inclui expedições científicas, coleta de dados, biópsias e identificação fotográfica dos animais, além de sobrevoos para estimativas populacionais. O uso de tecnologias como inteligência artificial tem ajudado a catalogar baleias por meio de suas marcas únicas na cauda.
Abrolhos: berço das jubartes
O arquipélago de Abrolhos é o principal local de reprodução das jubartes no Brasil. Pesquisadores e turistas acompanham de perto o espetáculo natural da chegada desses gigantes marinhos, que podem medir mais de 10 metros e pesar até 30 toneladas.
Pesquisa e conservação
O Instituto Baleia Jubarte não só monitora a população, mas também investiga o impacto das mudanças climáticas e da poluição nos oceanos. Microplásticos e alterações na disponibilidade de alimento, como o krill, são algumas das ameaças atuais. Mais de 700 estudantes já participaram de estágios e cerca de 60 projetos de mestrado e doutorado foram desenvolvidos em parceria com a instituição.
Avanços e desafios
Graças ao trabalho contínuo, a jubarte saiu da lista de espécies ameaçadas em 2014. No entanto, os pesquisadores alertam que a conservação exige vigilância constante diante de desafios como a poluição e o aquecimento global. O Instituto também atua na elaboração de políticas públicas e assessora empresas para minimizar impactos ambientais.
Reconhecimento e apoio
O Instituto Baleia Jubarte é referência nacional em pesquisa sobre cetáceos e recebe apoio financeiro da Petrobras desde sua fundação. O conhecimento gerado já influenciou rotas marítimas e políticas ambientais, mostrando a importância da ciência para a proteção da biodiversidade marinha.
O crescimento das jubartes é motivo de orgulho para pesquisadores e para toda a comunidade que acompanha de perto a vida marinha no Brasil. Para saber mais ou compartilhar sua opinião, acompanhe o Portal Cambé e participe das discussões nas redes sociais.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br







