O dólar encerrou a sexta-feira (17) com valorização frente ao real, cotado a R$ 5,11, enquanto o Ibovespa apresentou leve queda de 0,06%, marcando 173.714,08 pontos. O cenário foi influenciado pela intensificação dos conflitos no Oriente Médio e pelo pessimismo global com empresas de inteligência artificial.
O fortalecimento da moeda norte-americana foi impulsionado pela busca de investidores por ativos considerados mais seguros, diante do aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã. O dólar chegou a atingir R$ 5,13 durante a manhã, mas perdeu força ao longo do dia. Na semana, a variação foi praticamente estável, com recuo de 1% em julho e desvalorização acumulada de 6,88% em 2026.
Apesar do ambiente externo desfavorável, o real teve desempenho superior ao de outras moedas emergentes, beneficiado pela alta nos preços do petróleo. O avanço da commodity favoreceu as exportações brasileiras e ajudou a conter pressões no câmbio.
No mercado de ações, o Ibovespa interrompeu uma sequência de três semanas de ganhos. O desempenho positivo das ações da Petrobras, impulsionadas pela alta do petróleo, ajudou a limitar as perdas do índice. Em contrapartida, papéis de bancos, varejo, construção civil e educação registraram quedas expressivas.
O petróleo teve forte valorização, com o Brent subindo 4,59% e fechando a US$ 88,10 o barril, enquanto o WTI avançou 4,48%, para US$ 82,49. O temor de novas interrupções no transporte pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação da commodity, elevou os preços e trouxe preocupações sobre impactos na inflação global e nas políticas monetárias de grandes economias.
Além da tensão geopolítica, investidores acompanharam a desaceleração da atividade econômica brasileira e os efeitos do aumento das tarifas dos Estados Unidos sobre produtos nacionais. O ambiente externo, com queda nas ações de empresas de tecnologia e inteligência artificial, reforçou o movimento em direção a ativos mais seguros.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br







