O confronto entre Brasil e Escócia pela última rodada do Grupo C da Copa do Mundo 2026 foi marcado não só pela disputa em campo, mas também pelas altas temperaturas registradas em Miami, nos Estados Unidos. No início da partida, os termômetros marcavam 30ºC, mesmo no fim da tarde.
Segundo estudo da Queen’s University Belfast, 14 das 16 cidades-sede do torneio podem enfrentar níveis considerados perigosos de calor. A análise, baseada em dados meteorológicos das últimas duas décadas, destaca que tanto Estados Unidos quanto México e Canadá, países anfitriões, podem ter partidas sob calor intenso.
Especialistas da World Weather Attribution Initiative alertaram para a combinação de calor e umidade, especialmente em regiões do litoral e do centro-oeste norte-americano, tornando as condições ainda mais desafiadoras para atletas e torcedores.
A Federação Internacional de Associações de Futebolistas Profissionais (FIFPro) recomenda pausas para hidratação em jogos com temperaturas a partir de 30ºC e, acima de 36ºC, sugere até o adiamento das partidas para garantir a segurança de todos os envolvidos.
Para a edição deste ano, a previsão é de 26 jogos com temperaturas de pelo menos 30ºC, superando os números da Copa de 1994, também realizada nos Estados Unidos. Em Houston, onde o Brasil jogará a próxima fase, a expectativa é de 33ºC no horário da partida, mas o estádio conta com teto retrátil e ar-condicionado.
A FIFA informou que adotou medidas para proteger a saúde dos participantes, como a obrigatoriedade das pausas para hidratação em todos os jogos. No entanto, técnicos, atletas e torcedores divergem sobre a eficácia da medida, e especialistas sugerem que o tempo de pausa deveria ser maior para garantir melhor reidratação e resfriamento corporal.
Além dos desafios dentro de campo, os riscos do calor extremo também afetam torcedores em eventos públicos e celebrações relacionadas ao torneio, reforçando a importância de medidas preventivas para minimizar impactos à saúde.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br









