Geisel de Souza Costa, de 52 anos, foi morto a facadas em Cambé no fim da manhã de sexta-feira, na Rua Belo Horizonte, perto da antiga estação ferroviária e da trincheira do trem. A Polícia Civil prendeu dois suspeitos após o crime e procura um terceiro. Segundo o delegado Miguel Chibani, a investigação aponta uma possível retaliação ligada a uma agressão ocorrida no sábado anterior.
Vítima estava deitada quando foi atacada
De acordo com o delegado, o ataque ocorreu entre 11h e 11h30, quando Geisel, que estava em situação de rua, encontrava-se deitado em um espaço de acesso público. Uma mulher que dormia perto dele relatou que a vítima também estava dormindo e que não ouviu o ataque.
Geisel sofreu golpes no abdômen e apresentava ferimentos nos membros inferiores. Para Chibani, as circunstâncias descritas indicam que a vítima teve a possibilidade de defesa dificultada.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para prestar socorro, mas o homem morreu durante o atendimento. Segundo o tenente Mateus Ribeiro, da Polícia Militar, a equipe policial isolou a área, acionou os órgãos responsáveis e repassou à Polícia Civil as informações recolhidas no local.
Polícia apura sequência de agressões antes do homicídio
O relato do delegado situa o homicídio em uma sequência de conflitos iniciada no sábado anterior. Naquela ocasião, um dos investigados teria sido atingido no rosto por um golpe de machado e pedido ao irmão que tomasse providências.
Conforme Chibani, esse irmão é apontado como o principal suspeito de reunir os demais envolvidos e iniciar os golpes contra Geisel. A ligação entre os episódios integra a investigação sobre a motivação do crime.
Ainda segundo o delegado, Geisel havia discutido com pelo menos três pessoas antes do homicídio. Na quinta-feira, dia anterior à morte, ele também havia sido atingido por pedras e tijolo em uma agressão atribuída aos envolvidos.
Dois suspeitos foram presos após o crime
A Polícia Civil prendeu dois suspeitos durante as diligências realizadas após o homicídio. Entre eles está o homem apontado pelo delegado como responsável por iniciar o ataque, que permaneceu em silêncio.
O outro preso negou participação e afirmou que estava distante do local do ataque. Chibani classificou a versão como contraditória e relatou que o investigado trocou de roupa, deixou o local e também teria participado das agressões do dia anterior.
Na entrevista concedida na tarde de sexta-feira, o delegado informou que as equipes procuravam um terceiro suspeito em Cambé: o homem que teria sofrido o golpe de machado no sábado anterior.
PM relata patrulhamento na região
Questionado sobre a segurança no entorno da antiga estação e do terminal rodoviário, o tenente Mateus Ribeiro afirmou que ocorrências desse tipo não são registradas de forma reiterada naquele espaço.
Segundo ele, a Polícia Militar realiza patrulhamento e abordagens na região para identificar práticas ilícitas e cumprir mandados de prisão.
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Fonte: informações da reportagem e entrevistas com o delegado Miguel Chibani e o tenente Mateus Ribeiro, conforme transcrição fornecida.







