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Governo pode acionar STF contra PEC da aposentadoria especial para agentes de saúde

Governo pode recorrer ao STF para barrar PEC que cria aposentadoria especial para agentes de saúde, devido ao impacto fiscal sem compensação.

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O governo federal avalia recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar barrar os efeitos financeiros da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria regras especiais de aposentadoria para agentes comunitários de saúde e de combate a endemias. A informação foi confirmada nesta terça-feira (14) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Segundo Durigan, a medida judicial só será tomada porque a PEC aprovada não apresenta uma fonte de compensação fiscal, como exige a Constituição e a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O ministro explicou que, pela legislação, toda criação de benefício previdenciário precisa indicar receitas que cubram o impacto nas contas públicas. Sem essa previsão, o governo considera acionar a Justiça.

De acordo com projeções do Ministério da Fazenda, a proposta pode gerar um impacto de até R$ 30 bilhões nos próximos dez anos, devido à redução das contribuições previdenciárias e à antecipação do pagamento de benefícios. O valor pode ser ainda maior caso haja revisão de aposentadorias já concedidas.

Durigan afirmou que tem dialogado com os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado para alertar sobre a necessidade de respeitar as normas fiscais e evitar medidas que comprometam o equilíbrio das contas públicas. Apesar dos alertas, a PEC foi aprovada em dois turnos no plenário do Senado.

A proposta estabelece que agentes comunitários de saúde e de combate a endemias poderão se aposentar após 25 anos de trabalho efetivo e contribuição previdenciária, desde que tenham no mínimo 57 anos (mulheres) ou 60 anos (homens). O texto também prevê regras de transição e estende o benefício a agentes indígenas de saúde e saneamento.

Atualmente, após a Reforma da Previdência de 2019, esses profissionais seguem as regras gerais do INSS, com aposentadoria especial condicionada à exposição permanente a agentes nocivos e ao cumprimento dos requisitos legais. O texto aprovado pelo Senado não prevê compensação financeira para o impacto fiscal, o que motivou a reação do governo.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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