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Relatora da ONU denuncia prática sistemática de tortura em Israel

A prática de tortura contra palestinos em Israel é retratada como uma política sistemática e institucional, de acordo com a relatora especial das Nações Unidas para os direitos humanos nos territórios palestinos ocupados, Francesca Albanese. Em um relatório recente, ela destaca que a tortura é apoiada por várias esferas do poder e pela sociedade civil israelense.

Apoio institucional e social

O relatório afirma que a tortura tem respaldo dos altos escalões do Executivo, Legislativo e Judiciário de Israel, além de contar com o consentimento de segmentos da sociedade civil, como profissionais da saúde, jornalistas e acadêmicos. Francesca Albanese descreve essas ações como parte de uma dominação colonial e um genocídio em curso contra o povo palestino.

Detalhes das torturas

Conforme o documento, a tortura inclui práticas como estupros, privação de sono, espancamentos, e outras formas de violência física e psicológica. Essas violações são cometidas inclusive contra crianças, que muitas vezes são detidas sem acusação formal e sem acesso a advogados durante os interrogatórios.

Impunidade e sistema judiciário

O relatório critica o sistema judiciário israelense por sancionar a tortura, muitas vezes baseando detenções em confissões obtidas sob coação. Desde 2001, mais de 1.300 denúncias de tortura resultaram em apenas duas investigações, sem nenhuma acusação formal.

Casos de repercussão

Um caso de suposto estupro coletivo em uma prisão militar israelense em julho de 2024 ganhou destaque na mídia, ressaltando a gravidade das acusações. O vazamento do vídeo desse incidente atraiu atenção internacional e crítica generalizada.

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