O Amazonas registrou uma redução significativa nos focos de incêndio florestal nos últimos cinco dias, após a atuação de uma força-tarefa composta por 330 brigadistas. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o estado teve um pico de 494 novos focos no dia 10 de outubro, mas nesta sexta-feira (16), o número caiu para 188.
As equipes, coordenadas pelo Ibama e ICMBio, contam com apoio de 11 aeronaves, 32 veículos terrestres e oito embarcações. O esforço conjunto busca conter as queimadas, que têm origem principalmente em ações humanas, conforme apontam autoridades e especialistas. O Ministério do Meio Ambiente informou que as polícias Federal, Rodoviária Federal e Civil do Amazonas investigam a possível atuação de grupos organizados por trás dos incêndios.
Fatores climáticos e humanos agravam situação
A diretora de Ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Ane Alencar, destaca que quase todos os incêndios na região são causados por atividades humanas, já que as condições naturais para o fogo são raras. O período de estiagem, de agosto a novembro, torna a vegetação mais vulnerável, e neste ano, a influência do fenômeno El Niño agravou ainda mais a situação, deixando as chuvas irregulares e a floresta mais seca.
Grilagem e áreas públicas sob ameaça
Imagens de satélite revelam que a maioria dos focos se concentra em 19 municípios próximos a Manaus, em áreas de floresta pública ainda sem destinação socioambiental definida. Pesquisadores apontam indícios de grilagem como um dos fatores que estimulam a propagação dos incêndios nessas regiões.
Histórico e desafios para os próximos meses
No ano passado, o Amazonas registrou o menor número de queimadas da série histórica. Em 2026, os dados aumentaram, mas ainda estão abaixo de outros anos críticos. Especialistas alertam que, com a intensificação do El Niño, a tendência é de que os próximos meses sejam ainda mais desafiadores para o controle do fogo, especialmente em áreas próximas a Manaus, Santarém, nordeste do Pará, norte do Maranhão, Amapá e Roraima.
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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br







