O pai de Henry Borel, Leniel Borel, protocolou nesta segunda-feira (8) um recurso pedindo a anulação do julgamento que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, mãe do menino. A decisão da juíza Elizabeth Louro, tomada em 4 de junho, perdoou Monique após o júri desclassificar a acusação de homicídio doloso para culposo e condená-la por tortura por omissão. Como Monique já cumpria prisão preventiva, a pena foi considerada extinta.
A defesa de Leniel argumenta que houve contradição nas respostas dos jurados, o que comprometeria a clareza do veredicto. Segundo o advogado Cristiano da Rocha Medina, os jurados reconheceram a participação de Monique, mas as respostas posteriores geraram dúvidas sobre a real intenção do Conselho de Sentença. Por isso, a defesa pede a realização de um novo julgamento.
O Ministério Público também recorreu, defendendo que Monique deveria ter sido condenada por homicídio doloso, já que, em uma primeira votação, ela foi considerada responsável pela morte dolosa de Henry.
Já a defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, condenado a mais de 43 anos de prisão pela morte de Henry, também entrou com recurso. Os advogados alegam parcialidade da juíza e pedem que, caso haja anulação do julgamento de Monique, o mesmo seja aplicado a Jairinho.
Os advogados de Monique destacam que o Tribunal do Júri é uma garantia constitucional e que o julgamento seguiu as regras legais. Eles reforçam que Monique não agrediu o filho e que seu maior erro foi não perceber a violência sofrida por ambos.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br









