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Disputa presidencial de 2026 mantém polarização e repete cenário de 2022, aponta pesquisa

Pesquisa aponta que a disputa presidencial de 2026 segue polarizada e repete o cenário eleitoral de 2022, com pouca mudança entre os principais candidatos.

Editorias
Brasil
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Levantamentos estaduais recentes mostram que a corrida presidencial de 2026 permanece fortemente dividida entre os mesmos grupos que protagonizaram a eleição de 2022. Apesar de pequenas variações locais, a estrutura central da disputa segue praticamente inalterada.

Segundo as pesquisas divulgadas pela Quaest, Lula mantém sua força no Nordeste, enquanto Flávio Bolsonaro herda o apoio tradicional do bolsonarismo no Sul e parte do Centro-Oeste. São Paulo segue dividido, com tendência à direita, e Minas Gerais se mantém como o estado mais equilibrado do país.

Ao comparar os dados atuais de intenção de voto com os resultados de 2022, considerando o total de eleitores aptos, Lula apresenta desempenho semelhante em 16 das 25 unidades da Federação analisadas. Em cinco estados, o petista subiu, enquanto em quatro registrou queda, indicando estabilidade na maioria dos estados.

Os ganhos de Lula se concentram em regiões onde já era forte, como Maranhão, Pernambuco, Sergipe, Rio Grande do Norte e Rondônia. Já as perdas ocorrem principalmente no Sul e em Minas Gerais, estado decisivo na última eleição. No Nordeste, Lula segue liderando, com destaque para Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte, onde mantém ou amplia sua vantagem.

Do outro lado, Flávio Bolsonaro repete o desempenho do pai, liderando no Sul, especialmente em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Nos principais colégios eleitorais — São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro —, a disputa está equilibrada, com ambos os candidatos dentro da margem de erro.

Os números indicam que, apesar de mudanças econômicas e políticas desde 2022, a polarização persiste, dificultando o avanço de candidaturas alternativas. Lula e Flávio concentram cerca de 60% das intenções de voto em São Paulo e Minas Gerais, e superam esse índice no Rio de Janeiro.

Uma exceção é Goiás, onde Ronaldo Caiado aparece competitivo, superando Lula e empatando tecnicamente com Flávio. Porém, o desempenho regional ainda não se traduz em força nacional para candidatos fora dos dois principais polos.

O cenário para 2026, portanto, mostra uma eleição marcada por estabilidade e divisão semelhante à de 2022. A campanha eleitoral pode influenciar a mobilização dos eleitores e o resultado final, mas, por enquanto, a estrutura da disputa permanece praticamente a mesma.

Fonte: quaest.com.br

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