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Apostas em bets crescem entre jovens e preocupam especialistas

Apostas em bets crescem entre jovens brasileiros, gerando preocupação com vício, endividamento e impacto na educação. Saiba mais e compartilhe.

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Apostas em bets crescem entre jovens e preocupam especialistas
Apostas em bets crescem entre jovens e preocupam especialistas
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O aumento das apostas online, conhecidas como bets, entre adolescentes e jovens adultos tem chamado a atenção de especialistas e grupos de apoio em todo o Brasil. Segundo relatos de membros do Jogadores Anônimos, já é comum encontrar pessoas a partir dos 14 anos buscando ajuda para se livrar da dependência, um fenômeno que cresce com a facilidade de acesso aos jogos pelo celular.

Gustavo Pereira, de 24 anos, é um exemplo dos impactos causados pelo vício em apostas. Ele começou a jogar aos 18 anos e, em seis anos, perdeu cerca de meio milhão de reais. Após enfrentar problemas financeiros e de saúde mental, Gustavo hoje tenta reconstruir a vida vendendo café nas ruas de Lages (SC) e compartilha sua experiência nas redes sociais para alertar outros jovens.

Vício precoce e consequências sociais

Pesquisas recentes mostram que o contato com apostas online começa cada vez mais cedo. Dados do Unicef e de estudos nacionais revelam que muitos jovens fazem suas primeiras apostas antes dos 12 anos. Entre estudantes do ensino médio, quase metade já apostou pelo menos uma vez.

O fácil acesso às plataformas, aliado à publicidade direcionada e à influência de criadores de conteúdo, contribui para a popularização das bets entre menores de idade. Especialistas explicam que o cérebro dos adolescentes ainda está em desenvolvimento, tornando-os mais vulneráveis ao impulso e à busca por prazer rápido, o que dificulta o controle diante do jogo.

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Endividamento e impacto na educação

O vício em apostas não afeta apenas a saúde mental, mas também o orçamento familiar e o desempenho escolar. Relatórios apontam que, em 2024, 24 milhões de brasileiros apostaram em bets, e quase metade deles acabou endividada. Muitos jovens relatam dificuldades para pagar contas, investir em educação ou manter atividades físicas devido ao dinheiro gasto em apostas.

Segundo levantamento da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), 34% dos entrevistados afirmaram que precisariam parar de apostar para iniciar uma graduação, e 14% dos universitários já atrasaram mensalidades ou trancaram o curso por causa das bets.

Nova legislação e desafios para famílias e escolas

Para tentar conter o avanço do problema, o governo federal sancionou o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), que entrou em vigor em março de 2026. A lei estabelece regras mais rígidas para o acesso de menores a jogos online, exige mecanismos de verificação de idade e amplia a responsabilidade das plataformas, famílias e escolas na proteção dos jovens.

O ECA Digital também proíbe apostas online para menores de 18 anos e restringe o acesso a loot boxes, além de responsabilizar influenciadores digitais que promovem jogos de azar para crianças e adolescentes.

Contexto local e histórico

O fenômeno das apostas não é novo, mas a tecnologia tornou o acesso muito mais fácil e rápido. Antes, era preciso sair de casa para apostar; hoje, basta um celular. Em cidades do interior e grandes centros, o impacto é sentido nas famílias e nas escolas, que agora precisam lidar com um desafio que vai além da sala de aula.

Especialistas reforçam a importância de informação, prevenção e acolhimento, destacando que o combate ao vício em apostas exige a união de esforços entre pais, educadores, profissionais de saúde e o poder público.

Se você conhece alguém passando por esse problema, incentive a busca por ajuda e compartilhe esta matéria para ampliar a conscientização sobre o tema.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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