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Cuba responde a acusações dos EUA e defende papel das empresas estatais

O governo cubano se manifestou nesta terça-feira (2) para rebater as recentes críticas dos Estados Unidos sobre o funcionamento das empresas estatais na ilha. Segundo comunicado oficial, o modelo de gestão do Grupo de Administração de Empresas (Gaesa) foi criado como resposta ao bloqueio econômico imposto por Washington, visando garantir recursos essenciais para a manutenção dos serviços públicos e das conquistas sociais do país.

De acordo com o governo de Havana, a Gaesa reúne empresas com capacidade de gerar divisas e recursos necessários para o Estado investir em áreas como habitação, educação infantil, infraestrutura energética e obras hidráulicas, beneficiando milhões de cubanos. O comunicado destaca ainda que a atuação do grupo foi fundamental para sustentar a economia durante a pandemia de Covid-19.

As autoridades cubanas afirmam que a Gaesa não opera de forma paralela ou opaca ao Estado, mas sim como uma resposta articulada e eficaz diante das sanções econômicas. O governo também condenou as acusações norte-americanas, alegando que têm o objetivo de confundir a população e a opinião pública internacional, além de tentar afastar investidores estrangeiros interessados em parcerias com empresas cubanas.

A nota oficial ressalta que as ações dos EUA buscam isolar Cuba nos âmbitos diplomático, comercial, financeiro e energético, minando a sustentabilidade do país e dificultando o diálogo internacional. O governo cubano acredita que tais medidas visam criar uma narrativa negativa sobre as instituições que sustentam o projeto social da ilha.

Nos últimos meses, o endurecimento das sanções americanas resultou em desafios como a redução no fornecimento de petróleo, aumento dos preços de produtos básicos, cortes no transporte público e restrições na oferta da cesta básica subsidiada. A saída da empresa canadense Sherritt International, que atuava em parceria com a Gaesa no setor de mineração, foi apontada como um dos impactos recentes dessas políticas.

Para a historiadora cubana Caridade Massón Sena, professora visitante na Universidade Federal de Uberlândia, as acusações dos EUA contra a Gaesa são utilizadas como pretexto para enfraquecer o governo cubano, especialmente pelo papel relevante do turismo na economia local. Segundo ela, não há provas apresentadas sobre as alegações de enriquecimento ilícito por parte dos dirigentes do grupo.

Moradores de Havana relatam que o atual momento é um dos mais difíceis para a população, devido às consequências do bloqueio econômico e das restrições impostas pelos Estados Unidos.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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