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Argentina e Inglaterra se enfrentam em semifinal marcada pelo combate ao racismo

A semifinal da Copa do Mundo entre Argentina e Inglaterra, marcada para esta quarta-feira (15) às 16h, coloca em evidência não apenas o talento de jogadores como Lionel Messi e Jude Bellingham, mas também o debate sobre o racismo no futebol internacional.

Jude Bellingham, meio-campista inglês de 23 anos, tornou-se símbolo de resistência ao preconceito racial. Ele já enfrentou críticas e insultos racistas, especialmente após sua convocação para a seleção. Recentemente, foi decisivo na vitória da Inglaterra sobre o México, marcando dois dos três gols da equipe.

Fora de campo, Bellingham é reconhecido por sua postura firme contra o racismo. O jogador já apoiou colegas vítimas de discriminação, como o brasileiro Vini Jr., e relatou que recebe mensagens racistas frequentemente, principalmente após resultados negativos em campo.

Por outro lado, Messi tem sido cobrado por não se manifestar publicamente contra atos racistas envolvendo torcedores argentinos, que já registraram episódios de discriminação nesta Copa.

Segundo Marcelo Carvalho, diretor do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, o apoio a jogadores negros costuma variar conforme o desempenho em campo. Ele lembra que, em casos de derrota, é comum que atletas sejam alvos de ofensas racistas, como já ocorreu com jogadores holandeses e ingleses em outras competições.

O racismo tem sido tema recorrente nesta edição da Copa do Mundo, com registros de insultos a atletas de diferentes nacionalidades e até mesmo a árbitros. A Fifa informou que removeu 89 mil publicações abusivas nas redes sociais durante a fase de grupos, sendo que 11% delas continham teor racista.

No futebol inglês, a Premier League tem se destacado por políticas antirracistas, lançando em 2021 um plano de combate à discriminação. A liga promove ações educativas, campanhas em dias de jogos e incentiva denúncias de casos de racismo, buscando envolver clubes, torcedores, escolas e autoridades.

A entidade inglesa Kick it Out reforça a importância de políticas eficazes e do engajamento coletivo para enfrentar o problema. Organizações civis e a própria Fifa defendem um esforço coordenado globalmente para erradicar o racismo do esporte.

O duelo entre Argentina e Inglaterra, portanto, vai além das quatro linhas, servindo como teste para as iniciativas de combate à discriminação e para a postura de atletas e torcedores diante do racismo no futebol.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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