O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca em Manilla, capital das Filipinas, para participar como convidado da Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), marcada para o dia 15 de novembro. O objetivo é aprofundar o relacionamento do Brasil com o bloco asiático, que reúne 11 países e tem se mostrado cada vez mais relevante para o comércio exterior brasileiro.
Em janeiro, o Brasil solicitou oficialmente a elevação do seu status junto à Asean, almejando se tornar Parceiro de Diálogo, o nível mais alto de cooperação possível com o grupo. Se aprovado, o país passará a integrar uma seleta lista ao lado de nações como Canadá, Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão.
Brasil busca mais espaço na Ásia
Durante a cúpula, Lula terá a oportunidade de fazer um pronunciamento na abertura do evento, um gesto considerado de prestígio pela diplomacia brasileira, já que normalmente apenas o líder do país anfitrião discursa nesse momento. O convite para Lula participar da cúpula pelo segundo ano consecutivo reforça o respeito do bloco ao Brasil.
Além da participação na cúpula, Lula também fará uma visita de Estado às Filipinas no dia 14 de novembro. A agenda inclui possíveis reuniões bilaterais com líderes de pelo menos seis países, ainda em fase de confirmação.
Comércio em expansão e novas oportunidades
O comércio entre Brasil e países da Asean cresceu de US$ 3 bilhões em 2003 para US$ 38 bilhões em 2025, com média de 12% de aumento ao ano. O Brasil exporta principalmente café, açaí, sucos, massas e biscoitos para a região e busca ampliar esse mercado.
Nas Filipinas, a relação comercial também avança: desde 2016, o intercâmbio quadruplicou. Em 2026, os dois países celebram 80 anos de relações diplomáticas, o que deve impulsionar ainda mais as parcerias.
Contexto e relevância para o Brasil
A aproximação com a Asean é estratégica, já que o bloco reúne economias em crescimento e representa uma porta de entrada para produtos brasileiros no Sudeste Asiático. A participação de Lula na cúpula reflete o esforço do governo em diversificar mercados e fortalecer a presença do Brasil na Ásia.
Continue acompanhando as notícias do Portal Cambé para saber como os acordos internacionais podem impactar a economia brasileira e a vida dos produtores locais. Deixe seu comentário e compartilhe esta notícia!
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br







