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Desenrola 3.0: União vai comprar dívidas e repassar desconto ao consumidor

Desenrola 3.0 permitirá que a União compre dívidas e repasse descontos diretos aos consumidores. Saiba como participar e regularizar sua situação.

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Desenrola 3.0: União vai comprar dívidas e repassar desconto ao consumidor
Desenrola 3.0: União vai comprar dívidas e repassar desconto ao consumidor
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O governo federal lançou nesta sexta-feira (25) a terceira fase do programa Desenrola, chamada de Desenrola 3.0, que traz uma novidade para quem está com dívidas em atraso. Agora, a União poderá comprar carteiras de dívidas inadimplidas em leilões e repassar o desconto conquistado diretamente para o devedor.

Diferente das etapas anteriores, em que a negociação era feita apenas entre credores e consumidores, nesta nova fase o governo assume um papel ativo, adquirindo as dívidas e oferecendo condições mais vantajosas para quem deseja regularizar sua situação financeira.

Como vai funcionar o novo Desenrola?

A terceira etapa do programa será destinada a dívidas bancárias e não bancárias de até R$ 10 mil, considerando o valor original. Para participar, é preciso que a dívida esteja em atraso entre 720 e 1.645 dias, a partir de 25 de setembro de 2026.

O processo será dividido em etapas: a União realizará leilões para comprar as dívidas, os credores apresentarão propostas de desconto e as melhores ofertas serão selecionadas. O desconto obtido será integralmente transferido ao consumidor, que poderá quitar o saldo à vista ou parcelar, conforme regras que ainda serão definidas pelo Conselho Monetário Nacional.

Quem poderá participar?

Podem participar pessoas físicas com dívidas de até R$ 10 mil, com atraso superior a 720 dias e inferior a 1.645 dias, incluindo débitos com bancos, empresas de água, energia, telefonia e varejo. O Ministério da Fazenda ainda pode definir outros critérios de renda ou prioridade.

Descontos e impacto esperado

O desconto mínimo exigido nos leilões será de 90%. Por exemplo, uma dívida de R$ 10 mil poderá ser renegociada por apenas R$ 1 mil, caso a União consiga esse abatimento. O consumidor poderá optar pelo pagamento à vista ou pelo parcelamento, que terá regras específicas a serem divulgadas.

A expectativa do governo é que até R$ 150 bilhões em dívidas sejam elegíveis, podendo beneficiar até 15 milhões de pessoas. O custo máximo previsto para a União é de R$ 15 bilhões, com recursos previstos nos orçamentos de 2027 e 2028.

Quando começa?

O cronograma prevê a publicação do edital para propostas em novembro de 2026, recebimento das ofertas em dezembro, homologação em janeiro de 2027 e início dos contratos em fevereiro do mesmo ano. A partir daí, os consumidores já poderão quitar ou parcelar seus débitos renegociados.

Panorama da inadimplência no Brasil

Segundo dados do Tesouro Nacional, em agosto de 2026 havia R$ 592 bilhões em dívidas inadimplidas registradas nos birôs de crédito, com 83,9 milhões de pessoas negativadas. A maioria das dívidas é não bancária, como contas de água, luz e telefone, e 56% dos inadimplentes são mulheres.

O que muda em relação às fases anteriores?

Nas etapas anteriores, a renegociação dependia apenas da negociação entre consumidores e credores. Agora, com a atuação direta do governo, espera-se ampliar o alcance e facilitar a regularização das dívidas, oferecendo descontos mais expressivos e condições de pagamento mais acessíveis.

Histórico do programa

O Desenrola já beneficiou cerca de 25 milhões de pessoas nas duas primeiras fases, com mais de R$ 75 bilhões em dívidas renegociadas. A nova etapa amplia o alcance e busca dar fôlego a quem enfrenta dificuldades para limpar o nome.

Fique atento às próximas etapas do programa e compartilhe esta notícia com quem pode se beneficiar. Siga o Portal Cambé para mais informações sobre economia e oportunidades para a comunidade.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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