As principais centrais sindicais brasileiras entregaram nesta sexta-feira (31) ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa, um documento com propostas para enfrentar as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos do Brasil.
Entre as sugestões, as entidades destacam a necessidade de fortalecer a produção nacional, ampliar investimentos públicos e reforçar o papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A proteção dos empregos também é apontada como prioridade, com a recomendação de que empresas beneficiadas por programas de apoio mantenham seus quadros de funcionários.
O documento, assinado por CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB e NCST, também propõe a busca por novos mercados para os produtos afetados, estímulo à produção nacional por meio de compras públicas e políticas de conteúdo local, além de mais investimentos em infraestrutura social e produtiva, abrangendo áreas como transporte, energia, habitação, saúde e educação.
As centrais defendem ainda a revisão da Lei de Patentes para evitar abusos de propriedade intelectual, o fortalecimento do Mercosul para integração regional e a criação de fundos de compensação e programas de transição para trabalhadores impactados pelo comércio internacional. O fortalecimento da organização sindical e a negociação coletiva nos setores atingidos também são considerados essenciais.
As entidades manifestaram apoio às medidas já adotadas pelo governo brasileiro em resposta ao tarifaço, incluindo a Lei de Reciprocidade Econômica aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado.
Na última segunda-feira (27), o governo brasileiro enviou à Organização Mundial do Comércio (OMC) um documento questionando a legalidade das tarifas dos EUA e solicitando consultas formais para buscar uma solução negociada antes de um possível painel de análise do caso.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br









