Durante a Cúpula do G7 em Évian, na França, nesta terça-feira (16), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou maior envolvimento das nações mais ricas no enfrentamento das desigualdades mundiais. Lula destacou que, apesar do crescimento econômico, a diferença entre países desenvolvidos e em desenvolvimento tem aumentado.
O presidente brasileiro ressaltou que a solidariedade internacional está diminuindo, enquanto os desafios globais só crescem. Segundo Lula, a distância entre a prosperidade das grandes economias e a realidade de bilhões de pessoas no Sul Global permanece grande.
Lula lembrou que programas internacionais, como o Programa Mundial de Alimentos, sofreram cortes de financiamento nos últimos anos. Ele apontou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o UNICEF também tiveram redução de mais de 20% em seus orçamentos. O presidente criticou ainda o alto investimento em gastos militares, que somaram quase US$ 3 trilhões no último ano, valor que, segundo ele, poderia ser direcionado a áreas como alimentação, educação e saúde.
Segundo Lula, países em desenvolvimento chegam a transferir US$ 1,4 trilhão por ano em pagamentos de dívidas, cifra muito superior à ajuda recebida das nações ricas. Ele afirmou que, em várias cúpulas anteriores do G7 e G8, não foram encontradas soluções coletivas e duradouras para esses problemas.
Lula também criticou políticas de desregulamentação e austeridade, afirmando que respostas como protecionismo e unilateralismo não resolvem a complexidade dos desafios globais. O presidente citou ainda a disparidade de riqueza, mencionando que o indivíduo mais rico do mundo possui mais recursos do que quase metade da população mundial.
Por fim, Lula reforçou que o caminho para a redução das desigualdades passa por mais vontade política e implementação de ações efetivas, e não pela administração da escassez.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br









