O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) anunciou a expansão do fundo destinado à segurança pública na América Latina e Caribe, elevando o valor de US$ 2,5 bilhões para US$ 4 bilhões. O anúncio foi feito durante a abertura da Cúpula da Aliança para a Segurança, a Justiça e o Desenvolvimento, realizada no Ministério da Justiça e Segurança Pública, em Brasília.
Segundo o presidente do BID, Ilan Goldfajn, a forte demanda dos países da região por recursos para combater a violência e o crime organizado motivou o aumento do financiamento, previsto para o período de 2026 a 2028. Goldfajn destacou que, embora a América Latina represente cerca de 8% da população mundial, responde por aproximadamente 33% dos homicídios globais.
O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, ressaltou a importância da cooperação internacional e do compartilhamento de informações para enfrentar organizações criminosas transnacionais. Ele enfatizou que o combate ao crime deve incluir ações para enfraquecer financeiramente as facções, que utilizam sistemas financeiros internacionais para movimentar recursos.
Durante a cúpula, a Interpol passou a integrar a Força-Tarefa de Resposta Rápida Contra a Violência e o Crime Organizado, oferecendo apoio técnico e operacional aos países que enfrentam situações emergenciais. O secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza, afirmou que a parceria vai fortalecer a capacidade de resposta dos países por meio de missões técnicas e intercâmbio de conhecimento.
O evento também marcou a assinatura de um memorando de entendimento entre o BID e o governo brasileiro, prevendo até R$ 5 bilhões para apoiar o Programa Brasil contra o Crime Organizado. Os recursos serão aplicados em investigação de homicídios, segurança nos presídios, combate financeiro às organizações criminosas e enfrentamento ao tráfico de armas, munições e explosivos.
A Aliança para a Segurança, a Justiça e o Desenvolvimento reúne 23 países-membros e 14 parceiros estratégicos, com o objetivo de promover políticas de prevenção à violência, fortalecimento institucional e modernização dos sistemas de justiça. O Brasil assumiu a presidência temporária do grupo pelos próximos 12 meses.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br








