Centenas de trabalhadores participaram, nesta terça-feira (30), de uma manifestação no Rio de Janeiro que marcou o início do Dia Nacional de Mobilização pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada de trabalho. O ato reuniu diversas categorias profissionais, que caminharam cerca de 6 quilômetros pela Avenida Brasil, destacando a importância de mais tempo de descanso semanal.
A mobilização faz parte de uma ação nacional promovida por entidades como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o movimento Vida Além do Trabalho (VAT) e as frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular. Estão previstos protestos em 21 cidades de 14 estados e no Distrito Federal, com o objetivo de pressionar o Senado para avançar na tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019.
A PEC, já aprovada na Câmara dos Deputados, propõe a redução da carga horária semanal de 44 para 40 horas, além de garantir dois dias de folga remunerada por semana, sem redução salarial. O texto aguarda análise no Senado, onde pode ser alterado ou seguir para promulgação, caso seja aprovado sem mudanças.
Durante o ato, representantes sindicais e de movimentos sociais ressaltaram que o fim da escala 6×1 trará benefícios à saúde física e mental dos trabalhadores, além de possibilitar mais tempo com a família. O presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, Márcio Ayer, destacou que jornadas mais equilibradas tendem a aumentar a produtividade e a qualidade de vida dos funcionários.
O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Gabriel Siqueira, afirmou que a mobilização recebeu apoio de trabalhadores ao longo do percurso, evidenciando o respaldo popular à pauta. Motoristas de ônibus em greve também se solidarizaram com o movimento.
Especialistas divergem sobre os impactos econômicos da mudança. Enquanto setores empresariais apontam possíveis efeitos negativos, como aumento da informalidade e queda na produtividade, outros estudos indicam que mais folgas podem motivar os empregados e estimular o consumo, beneficiando a economia.
O movimento segue articulando encontros com parlamentares para destravar a tramitação da PEC no Senado, e a CUT lançou o site Na Pressão para incentivar a população a cobrar os senadores pela aprovação da proposta.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br









