A Universidade Estadual de Londrina (UEL) irá receber, na segunda quinzena de setembro, equipamentos de impressão 3D voltados à construção de moradias sociais. A tecnologia permitirá a produção de casas populares de 38m², utilizando impressoras de alta capacidade para extrusão e empilhamento de materiais cimentícios.
Para adaptar o espaço que irá abrigar os equipamentos, o projeto recebeu um aporte de R$ 290 mil, valor que se soma ao investimento de R$ 1,2 milhão realizado pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti), com recursos do Fundo Paraná. A doação adicional foi formalizada em maio pela empresa Pacaembu no Gabinete da Reitoria da UEL.
O projeto é coordenado pela professora Berenice Martins Toralles, do Departamento de Construção Civil (CTU), e conta com a participação de alunos de graduação, mestrado e doutorado dos cursos de Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Arquitetura e Design. Além da impressora principal, os recursos também contemplam a compra de uma impressora menor para testes de materiais e uma empilhadeira para otimizar o trabalho.
O pacote inclui ainda a instalação dos equipamentos, garantia, treinamento presencial fornecido pela fabricante espanhola, além da aquisição de insumos e materiais específicos.
Segundo a professora Berenice, o projeto tem potencial para causar grande impacto social, pois visa desenvolver tecnologias para a construção de residências destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade. Pesquisas com materiais cimentícios impressos já vêm sendo realizadas no CTU desde 2018, inicialmente em trabalhos de conclusão de curso, com o objetivo de encontrar materiais adequados para impressão.
A impressão 3D pode ser aplicada em moradias de interesse social, mobiliário urbano e outras áreas. O foco atual do projeto é a construção de casas para pessoas em situação de vulnerabilidade. Uma parceria com a Unicesumar, de Maringá, já permitiu o desenvolvimento de um protótipo de casa popular, e o próximo passo é construir uma residência em tamanho real.
A demanda por uma impressora 3D específica foi apresentada ao Governo do Paraná durante o evento Paraná Faz Ciência 2023, realizado na UEL. O projeto também contribui para a formação de profissionais qualificados, com nove estudantes do Departamento de Construção Civil e do Programa de Pós-graduação em Engenharia Civil (PPGECiv) envolvidos nas pesquisas, incluindo doutorandos, mestrandos e bolsistas de iniciação científica.
Entre os próximos objetivos está o desenvolvimento de novos materiais em parceria com o Departamento de Microbiologia da UEL.
Fonte: operobal.uel.br









