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Pesquisa da UEL investiga desafios da amamentação entre mulheres indígenas do Paraná

A Universidade Estadual de Londrina (UEL) destaca-se por incentivar a presença indígena em seus programas de pós-graduação, promovendo pesquisas que abordam temas relevantes para essas comunidades. Atualmente, a instituição conta com três mestrandos e quatro doutorandos indígenas, além de quatro mestres formados nos últimos anos, todos de diferentes etnias e experiências.

Entre os projetos em andamento, está a pesquisa de Kunhã Nimboweradju, da etnia Guarani Nhandewa, residente na Terra Indígena Ywy Porã, em Abatiá (PR). Graduada em Enfermagem, Kunhã decidiu aprofundar seus estudos a partir das dificuldades vividas em sua comunidade, como a falta de saneamento básico e atendimento de saúde adequado. Seu objetivo é unir conhecimentos acadêmicos com práticas tradicionais, respeitando a cultura local e promovendo um cuidado mais humanizado.

No mestrado em Enfermagem pela UEL, Kunhã desenvolve a pesquisa “Aleitamento Materno em Mulheres Indígenas”, com previsão de conclusão para 2027. O estudo busca compreender as percepções de mulheres indígenas sobre a amamentação e o aleitamento cruzado em duas comunidades do Paraná: Terra Indígena Laranjinha, em Santa Amélia, e Ywy Porã, onde vive. A mestranda pretende identificar fatores que facilitam ou dificultam a prática do aleitamento materno, considerando aspectos culturais, sociais e o acesso aos serviços de saúde.

Segundo Kunhã, embora a amamentação seja valorizada tradicionalmente, ainda enfrenta obstáculos relacionados à cultura, ao convívio social e à estrutura dos serviços de saúde disponíveis. O estudo envolve entrevistas com mulheres de diferentes faixas etárias das duas comunidades, buscando compreender como os saberes tradicionais influenciam o cuidado materno-infantil.

Além de contribuir para práticas de saúde mais sensíveis e alinhadas às necessidades das mulheres indígenas, a pesquisa pode auxiliar profissionais na criação de estratégias eficazes de promoção e apoio ao aleitamento materno.

A UEL mantém políticas de cotas para indígenas em todos os programas de pós-graduação desde 2022, estimulando o ingresso e a permanência desses estudantes. A Comissão Universidade para os Indígenas (CUIA) monitora e apoia a trajetória acadêmica dos alunos, promovendo integração e ações de sensibilização sobre a realidade dos povos originários. A oferta de bolsas e critérios de prioridade também tem favorecido a continuidade dos estudos e a permanência dos indígenas na universidade.

Fonte: operobal.uel.br

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