O vírus sincicial respiratório (VSR) tem se destacado como um importante agente causador de síndromes respiratórias agudas graves (SRAG) no Brasil, especialmente entre crianças e idosos. Dados recentes do Ministério da Saúde indicam que, no primeiro trimestre de 2026, 18% dos casos de SRAG com identificação viral confirmada foram atribuídos ao VSR.
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta que a proporção de casos causados pelo VSR aumentou de 14% entre fevereiro e março para quase 20% entre março e abril. Em 2025, o vírus foi o mais prevalente por 23 semanas consecutivas, de março a agosto.
Apesar de a maioria dos casos graves ocorrer em crianças menores de dois anos, especialistas alertam que o VSR também representa risco significativo para adultos e idosos, grupo que frequentemente tem a infecção subestimada devido à menor detecção viral após as primeiras 72 horas de sintomas.
O envelhecimento e a presença de comorbidades, como doenças cardiovasculares, diabetes e condições respiratórias crônicas, aumentam a vulnerabilidade dos idosos ao agravamento da infecção pelo VSR. Estudos indicam que pacientes idosos infectados têm maior probabilidade de desenvolver pneumonia, necessitar de cuidados intensivos e apresentar risco de óbito superior ao causado pela influenza.
Especialistas reforçam a importância da vacinação para prevenção do VSR. Atualmente, a imunização está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) apenas para gestantes, visando proteger os recém-nascidos. No entanto, vacinas para adultos estão disponíveis na rede privada e são recomendadas para pessoas com mais de 50 anos com comorbidades e para idosos a partir de 70 anos.
Profissionais da saúde sugerem que as sociedades médicas indiquem grupos prioritários para a incorporação da vacina contra o VSR no SUS, ampliando a proteção para a população mais vulnerável.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br








